Copa sem Firula

BAYERN, SEMPRE FAVORITO

Eugenio Goussinsky Eugenio Goussinsky
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BAYERN, SEMPRE FAVORITO

Bayern de Munique venceu nesta terça-feira, em plena cidade de Madri | Foto: Facebook/Bayern Munique

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Se há um time que represente o equilíbrio, este time é o Bayern de Munique. Equilíbrio, neste caso, em nível elevado, no sentido da capacidade de manter força, regularidade e ambição ao mesmo tempo.

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Isso se reflete na formação tática de suas equipes desde os anos 1970. Todas elas pareciam buscar a medida exata entre ousadia e cautela. O Bayern acabou se tornando uma espécie de vanguarda silenciosa na evolução do futebol europeu.

Times como o da seleção da Holanda de 1974 ou o da Seleção Brasileira de 1982 inspiram pela criatividade e pela movimentação. Esses estilos, porém, se consolidam como referência quando a recuperação da bola e a organização defensiva passam a fazer parte do mesmo sistema. Em outras palavras, quando o jogo encontra algo que o Bayern historicamente soube construir.

O Real Madrid pode ser o maior campeão europeu. Tem 15 títulos e disputou 18 finais, das 69 edições do que hoje é a Champions. O Bayern, ao lado do Milan, tem 11 finais. E seis títulos, um a menos do que o time italiano. Nem por isso, a superioridade de títulos faz o Real ser necessariamente o time mais equilibrado do continente. O Bayern demonstrou isso ao se impor sem grandes dificuldades diante da equipe espanhola nesta terça-feira, 7, em plena Madri: vitória por 2 a 1, na partida de ida das quartas de final.

Mais do que o resultado, ficou a impressão de uma aula de posicionamento. O senso de equilíbrio aparece, por exemplo, no conceito de não obrigar os laterais a avançarem de forma desenfreada. Stanisic, pela direita, e Laimer, pela esquerda, entendem bem essa missão. Ao mesmo tempo em que são opções, dão sustentação para a movimentação de Kimmich e Pavlovic no início das jogadas pelo centro.

A parte ofensiva também é bem ajustada. Olise e Gnabry se alternam na armação e no primeiro combate. À frente, Kane e Luis Diaz demonstram entrosamento e faro de gol. Kane, aliás, um dos melhores atacantes do mundo, não se limita à área. Recua, participa da construção e lança como um grande meia.

Nenhum adversário, em confrontos decisivos, pode se considerar favorito diante do Bayern. Independentemente do desenho tático, o time alemão aprendeu, e ensina, a encontrar uma forma de se ajustar ao jogo. Isso não é de hoje. Pergunte a quem viu as equipes que reuniam jogadores como Beckenbauer, Breitner, Magath, Hoeness, Rummenigge, Matthaeus, Schweinsteiger e Goretzka, este último ainda recentemente titular da equipe. Hoje, importante opção de banco, algo típico de um time completo. Sempre completo.