O termo assistência, no futebol, começou a ganhar força a partir dos anos 1990. Inspirado no basquete, se tornou mais usual em função da valorização dos aspectos táticos, que deram ao jogo um perfil ainda mais coletivo.
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Em 1994, a Fifa passou a contabilizar oficialmente os passes para gol como estatística. A partir dos anos 2000, o termo consolidou-se globalmente com a ascensão dos sites de dados e a expansão dos videogames de esporte.
A Seleção Brasileira de 1970, no entanto, se antecipou em muitos anos a esse cenário. Na Copa do Mundo daquele ano, no México, teve performances que se tornaram referência para os estudiosos do futebol. Pela movimentação dos jogadores, a ocupação de espaços e a valorização da assistência antes de cada gol.
O brilhantismo dos jogadores se incorporou à inteligência tática, tão bem estimulada pelo esquema do técnico Zagallo. Essa combinação foi responsável por uma sequência de gols que entraram para a história. Foram considerados lindos, justamente pela maneira com que se desenharam.
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Por meio de passes com curva, lançamentos perfeitos, deslocamentos e descoberta de espaços. Naquele Mundial, o Brasil marcou 19 gols. O número de assistências também foi de 19. Ficaram de fora, praticamente, apenas os de bola parada. A Seleção Brasileira de 1970, mais de duas décadas antes do termo se popularizar, apresentou um vasto repertório de assistências, tão importantes quanto os próprios gols. A harmonia entre os jogadores era tanta, que até as comemorações pareciam espontâneos espetáculos de dança. Confira.
- 1 – Tchecoslováquia – Gérson lança no peito de Pelé (segundo gol do Brasil)
- 2 – Tchecoslováquia – Gérson lança Jairzinho que dá um chapéu (terceiro gol do Brasil)
- 3 – Tchecoslováquia – Pelé lança Jairzinho, que dribla e marca (quarto gol do Brasil)
- 4 – Inglaterra- Tostão dribla Moore, Ball, e toca para Pelé, que passa para Jair, Labone não pega (gol do Brasil)
- 5 – Romênia – Paulo César dribla Satmareanu, chega antes de Lupescu e cruza para Jairzinho (segundo gol do Brasil)
- 6 – Romênia – Tostão dá um toquinho de calcanhar para Pelé (terceiro gol do Brasil)
- 7 – Peru – Tostão rola para Rivellino (primeiro gol do Brasil)
- 8 – Peru – Rivellino toca de curva para Tostão chutar sem ângulo (segundo gol do Brasil)
- 9 – Peru – Pelé chega antes e toca para Tostão (terceiro gol do Brasil)
- 10 – Peru – Rivellino toca por cima para Jair que dribla e faz (quarto gol do Brasil)
- 11 – Uruguai – Tostão toca de curva nas costas de Ancheta e Clodoaldo finaliza (primeiro gol do Brasil)
- 12 – Uruguai – Pelé desvia de lado para Tostão que lança Jairzinho nas costas de Matosas (segundo gol do Brasil)
- 13 – Uruguai – Pelé para na frente de Ubinãs e rola para Rivellino, que faz o gol e comemora com emoção (terceiro gol do Brasil)
- 14 – Itália – Rivellino lança sem olhar para a área e Pelé cabeceia (primeiro gol do Brasil)
- 15 – Itália – Jairzinho entra, rola e toca para Gérson, que dribla e faz (segundo gol do Brasil)
- 16 – Itália – Gérson lança na cabeça de Pelé que dá um toque para Jairzinho fazer (terceiro gol do Brasil)
- 17 – Itália (quatro assistências) – Clodoaldo dribla e toca para Rivellino. Com curva, ele toca para Jairzinho. Ele dribla, toca para Pelé, que rola para Carlos Alberto (quarto gol do Brasil)
Jogada históricas - 18 – Inglaterra – Carlos Alberto lança de três dedos para Jair que cruza para Pelé cabecear e Banks defender.
- 19 – Uruguai – Tostão lança Pelé que dá o drible de corpo no goleiro Mazurkiewicz