Foi um sufoco. Mas o Brasil fez jus à sua superioridade no segundo tempo e venceu o Japão por 2 a 1, pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026, no NRG Stadium, em Houston, gols de Casemiro, aos 11 do segundo tempo, e Martinelli, nos acréscimos. O Japão tinha aberto o placar aos 29 do primeiro tempo, depois de erro de passe de Danilo.
+ Leia mais notícias de Oeste Esporte
Na etapa inicial, porém, o time brasileiro não se encontrou, aberto na defesa e sem movimentação no ataque, dando espaços para o eficiente time do Japão fazer 1 a 0, com Sano. Naquele momento, a tensão prevaleceu, com a possibilidade de o Brasil ser eliminado ainda antes das oitavas.
O destaque do time foi Bruno Guimarães, fazendo muito bem as transições. Sua única falha foi nos escanteios, quando batia baixo demais, no primeiro pau. Martinelli também entrou bem. Além de armar jogadas, foi perigoso e teve sua atuação mais decisiva com a camisa da Seleção. Vinícius Júnior, principalmente no segundo tempo, foi importante por sua insistência e por segurar dois jogadores em sua marcação.
Agora o Brasil enfrentará, pelas oitavas de final, no domingo, dia 5, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o vencedor do jogo entre Costa do Marfim e Noruega. As duas seleções disputam a vaga nesta terça-feira, 30, às 14 horas (do Brasil), no Dallas Stadium, em Arlington.
Sano, aliás, deu uma entrada desleal que retratou a péssima atuação do árbitro italiano Maurizio Mariani. Ao entrar de sola em Vinícius Júnior, aos 11 minutos, merecia a expulsão. Não se tratava de um lance interpretativo, foi uma jogada óbvia, conforme prega o regulamento da International Board para que o VAR entre em ação.
Além deste erro, ele inverteu faltas e deu acréscimos de mais de cinco minutos, quando tinha avisado que seriam seis. No último minuto, parou um contra-ataque em que Martinelli levava vantagem. Pode ser considerada a pior arbitragem da Copa, que vinha tendo bom desempenho dos árbitros. O fato de Ancelotti ser italiano pode ter interferido no emocional de Mariani, considerado um árbitro completo e eficiente.
A arbitragem fraca, porém, não poderia ser desculpa para a atuação instável da etapa inicial. Os meio-campistas Sano, Kamada e Ito marcavam bem e exploravam os espaços nas costas de Casemiro. Paquetá não conseguia utilizar sua criatividade, às vezes reclamando, com a bola nos pés, da falta de movimentação.
Na etapa final, pressionado, Ancelotti colocou Endrick que, se não finalizou com perigo, se movimentou, correu e deu maior fôlego ofensivo para a equipe. O gol, assim, veio naturalmente, em meio a uma intensa pressão brasileira. Antes de Casemiro empatar, de cabeça, com Gabriel Magalhães cruzando, duas oportunidades claras foram perdidas, uma delas com o Japão tirando em cima da linha.
Ancelotti fala sobre vitória da Seleção Brasileira
No final do jogo, Ancelotti foi objetivo na entrevista para a Fifa. Justamente ele que, em meio à pressão brasileira, tenso, foi visto passando uma mensagem para os jogadores manterem a cabeça no lugar. Ancelotti contribuiu com sua experiência, ao mexer no time na hora certa.
“Merecemos ganhar, perdemos gols, mas a equipe não se perdeu no segundo tempo, acho que estava bem na primeira etapa, forçamos mais na segunda, acho que se saiu bem, temos muitos recursos no banco no campo, individualmente trabalham bem.”
Leia mais: Fifa celebra recordes da Copa do Mundo
Ele fez questão de elogiar a atuação e o atual estágio da seleção japonesa. “Japão não é fácil, organizado, foi tenso, o fato de merecermos ganhar é muito importante.”
Sobre Neymar, sem nenhum receio, Ancelotti mostrou transparência ao dizer que preparava o jogador para a prorrogação, depois de avisá-lo. Também havia dito a ele que o colocaria aos 15 ou 20 minutos do segundo tempo, se o Brasil não empatasse. Mas empatou. “Estava esperando o Neymar na prorrogação, se não empatássemos ele entraria aos 15 ou 20.”
FICHA TÉCNICA
Brasil 2 x 1 Japão
Local: NRG Stadium, em Houston (Estados Unidos)
Data: 29/6/2026
Árbitro: Maurizio Mariani (ITA)
Cartões amarelos: Casemiro, Danilo (Brasil) Sano, Kamada, J. Suzuki (Japão)
Cartões vermelhos: Não houve
Gols: Sano, 29’/1ºT, Casemiro, 11’/2ºT, Martinelli, 50’/2ºT
Brasil: Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos), Paquetá (Endrick) e Matheus Cunha (Martinelli); Rayan e Vini Jr. Técnico: Carlo Ancelotti
Japão: Suzuki, Tomiyasu, Taniguchi e Hiroki Ito; Doan (Sugawara), Sano, Kamada (Tanaka) e Nakamura (J. Suzuki); Junya Ito (Machino), Maeda (Ogawa) e Ueda. Técnico: Hajime Moriyasu
[…] + Leia mais Brasil vence japão, no sufoco mas com justiça […]