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Carlo Ancelotti prepara reformulação na Seleção depois de eliminação na Copa de 2026

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Carlo Ancelotti prepara reformulação na Seleção depois de eliminação na Copa de 2026

Carlo Ancelotti assumiu a Seleção Brasileira em maio de 2025 | Foto: Rafael Ribeiro/CBF

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Felipe Belli, Oeste Esporte

A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 marcou o fim do sonho do hexacampeonato, mas não deve representar o fim do trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira. Com contrato garantido até a Copa de 2030, o treinador italiano seguirá no comando da equipe, mas iniciará um amplo processo de reformulação visando o próximo ciclo mundial.

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As primeiras mudanças acontecerão na comissão técnica. O principal nome a deixar a equipe será Davide Ancelotti, filho e auxiliar de Carlo, que assumirá o comando do Lille, da França. Esta será a segunda vez que Davide deixará a comissão do pai para iniciar um trabalho como treinador principal.

Outro profissional que pode encerrar sua passagem pela Seleção é o preparador de goleiros Cláudio Taffarel. Internamente, houve questionamentos sobre a condução da posição durante o ciclo da Copa de 2026, principalmente pela falta de renovação entre os convocados. A tendência é que a CBF promova mudanças no setor para os próximos anos.

As alterações, no entanto, não devem se limitar à comissão técnica. A expectativa é de uma renovação significativa no elenco brasileiro. Nomes experientes que foram pilares da equipe nos últimos anos dificilmente estarão presentes na Copa do Mundo de 2030, seja pela idade ou pelo encerramento do ciclo na Seleção.

Entre os jogadores que não devem disputar o próximo Mundial estão Casemiro, Marquinhos, Danilo, Alex Sandro, Neymar e Alisson. Todos chegarão à próxima Copa com idade avançada ou já demonstram estar próximos do encerramento de suas trajetórias com a camisa da Seleção.

Pensando justamente nessa transição, Carlo Ancelotti iniciou ainda antes da Copa de 2026 um processo de observação de jovens talentos. Alguns deles já foram chamados para amistosos e integraram a pré-lista do Mundial, ganhando experiência junto ao grupo principal.

Um dos nomes que despontam para o futuro é o lateral-esquerdo Kaiki Bruno, que chamou a atenção da comissão técnica durante o ciclo. Outro destaque é o zagueiro Vitor Reis, de apenas 20 anos, revelado pelo Palmeiras e atualmente no Manchester City, considerado uma das principais promessas para o sistema defensivo brasileiro.

No ataque, Rayan, de 19 anos, também ganhou espaço. Inicialmente observado para o próximo ciclo, o jovem agradou tanto a Ancelotti que acabou sendo convocado já para a Copa de 2026, antecipando seu processo de integração à Seleção. Situação semelhante aconteceu com Endrick, que chegou ao Mundial como uma das apostas para liderar a renovação ofensiva do Brasil.

Outro jogador monitorado de perto é o zagueiro Natan, de 25 anos. Revelado pelo Flamengo, com passagem pelo Red Bull Bragantino e atualmente no Betis, o defensor é visto como um dos candidatos a ganhar oportunidades nas primeiras convocações depois da Copa.

Apesar da eliminação precoce, a avaliação interna da CBF é de que o trabalho de Carlo Ancelotti não será interrompido. A entidade entende que o treinador ainda terá tempo para implementar um novo projeto, agora com uma equipe mais jovem e preparada para disputar as próximas competições do ciclo até a Copa do Mundo de 2030. A expectativa é de que as primeiras mudanças sejam anunciadas já nas próximas convocações da Seleção Brasileira.