Felipe Belli, Oeste Esporte
A Copa do Mundo masculina segue em um patamar financeiro muito acima da versão feminina. Dados recentes divulgados pela Fifa e repercutidos pela imprensa esportiva mostram que a edição masculina de 2026 movimenta cifras recordes, enquanto o torneio feminino ainda opera em uma escala econômica consideravelmente menor.
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Receita recorde no Mundial masculino
A Fifa projeta uma arrecadação histórica para a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. A expectativa é de cerca de US$ 15 bilhões em receitas, superando com folga as projeções iniciais e tornando esta a edição mais lucrativa da história do torneio.
Além da receita total, a premiação distribuída às seleções também bateu recorde. A Fifa confirmou uma distribuição financeira de US$ 727 milhões para a competição, sendo US$ 655 milhões destinados à premiação por desempenho e o restante voltado para a preparação das seleções participantes.
O campeão da Copa do Mundo de 2026 recebe US$ 50 milhões, enquanto o vice-campeão fica com US$ 33 milhões. Mesmo as seleções eliminadas ainda na fase inicial recebem valores milionários, evidenciando a dimensão econômica do torneio masculino.
O contraste com a Copa do Mundo feminina
Na versão feminina, a Fifa vem ampliando os investimentos e as premiações, mas os números ainda estão longe do patamar alcançado pelo Mundial masculino.
Na Copa do Mundo Feminina de 2023, a entidade distribuiu US$ 110 milhões em premiações, valor recorde para a competição, mas ainda muito inferior aos US$ 727 milhões destinados ao torneio masculino de 2026.
A própria FIFA já indicou que pretende continuar aumentando os investimentos no futebol feminino, especialmente com a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil. Ainda assim, a diferença financeira permanece significativa.
O tamanho da diferença
| Indicador | Copa do Mundo Masculina 2026 | Copa do Mundo Feminina 2023 |
|---|---|---|
| Receita estimada | US$ 15 bilhões | Bem inferior |
| Premiação total | US$ 727 milhões | US$ 110 milhões |
| Prêmio ao campeão | US$ 50 milhões | US$ 10,5 milhões |
| Seleções participantes | 48 | 32 |
Por que o abismo ainda existe?
A principal explicação está no peso comercial histórico da Copa do Mundo masculina. O torneio concentra contratos bilionários de transmissão, patrocínio global, hospitalidade, licenciamento e venda de ingressos.
Na edição de 2026, por exemplo, a Fifa registrou números históricos de arrecadação com bilheteria e hospitalidade, impulsionados pela alta procura por ingressos da final e pelo novo formato com 48 seleções.
Já a Copa do Mundo feminina vem crescendo em audiência, público e valor comercial, mas ainda não alcançou a mesma escala de contratos globais que sustenta o Mundial masculino.