Marc Cucurella vive um dos melhores momentos da carreira dentro de campo, mas uma decisão tomada recentemente teve como principal motivação a família. Prestes a disputar a final da Copa do Mundo de 2026 com a Espanha, o lateral-esquerdo revelou que a transferência para o Real Madrid foi influenciada pelos cuidados necessários ao filho mais velho, Mateo, de seis anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA).
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Em entrevista à rádio espanhola Onda Cero, Cucurella explicou que o aspecto esportivo não foi o único fator considerado durante as negociações. Segundo o jogador, a prioridade sempre foi encontrar uma cidade que oferecesse estrutura adequada para o desenvolvimento e acompanhamento do filho.
“Não iríamos para um clube onde não houvesse escolas ou onde não pudéssemos encontrar condições para que o nosso filho se adaptasse. Houve outras equipes interessadas, mas a primeira coisa que procurávamos era saber se existiam escolas e terapias para ele. Isso era o mais importante. Felizmente, em Madri temos tudo e estaremos muito bem atendidos”, afirmou.
O lateral também relembrou as dificuldades enfrentadas durante os quatro anos em que atuou pelo Chelsea. De acordo com Cucurella, a adaptação de Mateo à rotina na Inglaterra foi bastante complicada, principalmente pela falta de um ambiente adequado às suas necessidades.
“Quando chegamos à Inglaterra, ele frequentava escolas comuns e não estava bem. Ficava muito confuso. Era pequeno e não era feliz. Isso afeta muito uma família. Ele não conseguia se adaptar e chorava todos os dias”, contou o espanhol.
Cucurella revelou que o diagnóstico do filho mudou completamente a rotina da família e fez com que decisões importantes da carreira passassem a ser tomadas levando em consideração, antes de tudo, o bem-estar de Mateo. O defensor afirmou que, atualmente, o garoto apresenta uma evolução significativa graças ao acompanhamento especializado.
A mudança para Madri representa um novo capítulo para a família. Além da estrutura considerada referência na Espanha para atendimento de crianças com TEA, a cidade permitirá que Cucurella permaneça próximo dos familiares enquanto segue atuando em alto nível no futebol europeu.
Dentro de campo, o momento também é especial. Depois de uma atuação sólida na vitória por 2 a 0 sobre a França na semifinal da Copa do Mundo, o lateral ajudou a neutralizar o setor ofensivo francês e confirmou a boa fase vivida desde a conquista da Eurocopa de 2024. Agora, ele se prepara para disputar a primeira final de Mundial da carreira, contra a Argentina.
Aos 27 anos, Cucurella chega à decisão como um dos pilares da seleção comandada por Luis de la Fuente. Fora das quatro linhas, porém, deixa claro que a maior vitória é ver o filho evoluindo e encontrar um ambiente que ofereça qualidade de vida para toda a família.