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Entenda as diferenças entre o impedimento semiautomático do Brasileirão e o da Copa do Mundo

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Entenda as diferenças entre o impedimento semiautomático do Brasileirão e o da Copa do Mundo

VAR da CBF entrou em uso em 2018 | Foto: reprodução/CBF

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O Campeonato Brasileiro passará a contar com o impedimento semiautomático (SAOT) a partir da 20ª rodada da Série A, marcando a estreia da tecnologia no futebol nacional. O sistema será utilizado em todos os jogos da rodada e também fará parte da Copa do Brasil, em uma iniciativa da CBF para aumentar a precisão e reduzir o tempo das revisões do VAR. A tecnologia é fornecida pela Genius Sports, empresa que também atua na Premier League, no Campeonato Mexicano e na liga belga.

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Embora tenha o mesmo objetivo do sistema utilizado na Copa do Mundo, a versão adotada no Brasileirão apresenta algumas diferenças importantes em relação à tecnologia desenvolvida pela FIFA.

Sem chip na bola

Na Copa do Mundo de 2022 e também em 2026, a FIFA utilizou uma bola equipada com um sensor interno (chip), capaz de identificar com precisão o exato momento do toque do jogador. Essa informação era combinada com as imagens das câmeras para definir o instante correto da análise do impedimento.

No Brasileirão, esse chip não será utilizado. Em vez disso, a Genius Sports aposta em um número maior de câmeras de alta resolução para determinar o momento do passe com precisão suficiente, dispensando o sensor na bola.

Mais câmeras e imagens em 4K

Se a FIFA utilizava 16 câmeras captando imagens a 50 quadros por segundo, o sistema brasileiro trabalha com 28 a 32 câmeras distribuídas pelo estádio, gravando em 4K e 100 quadros por segundo.

Com essa estrutura, o software cria uma réplica digital em três dimensões da partida, rastreando automaticamente a posição dos jogadores e da bola para identificar possíveis impedimentos com maior riqueza de detalhes.

Bandeirinhas continuam seguindo o protocolo tradicional

Outra diferença está na atuação dos assistentes. Durante a Copa do Mundo, o sistema enviava informações praticamente em tempo real para a equipe de arbitragem, permitindo que, em alguns lances, o bandeirinha recebesse orientação para levantar ou manter a bandeira rapidamente.

No Campeonato Brasileiro, o procedimento continuará sendo o mesmo utilizado atualmente. Em jogadas de ataque promissoras, os assistentes deverão esperar o término da jogada antes de marcar o impedimento. Somente depois disso o sistema semiautomático entrará em ação para confirmar ou corrigir a decisão tomada em campo.

Decisão em poucos segundos

A principal promessa da CBF é reduzir significativamente o tempo gasto nas revisões de impedimento. Depois que um possível lance irregular é identificado, o sistema gera automaticamente uma animação em 3D e envia os dados ao VAR em questão de segundos. Apesar da automatização, a decisão final continua sendo do árbitro de vídeo, que valida a análise antes da comunicação ao árbitro principal.

Tecnologia passou por oito meses de testes

Antes da estreia oficial, a CBF realizou um processo de implementação que durou cerca de oito meses. Durante esse período, equipes técnicas visitaram 20 estádios, instalaram os equipamentos, calibraram o sistema e promoveram treinamentos com árbitros, assistentes e operadores do VAR para validar o funcionamento da tecnologia antes de sua utilização em partidas oficiais.

Com a chegada do impedimento semiautomático, o Brasileirão passa a integrar o grupo de competições que utilizam uma das tecnologias mais modernas da arbitragem mundial. A expectativa da CBF é diminuir o tempo das revisões, aumentar a precisão das decisões e reduzir as polêmicas envolvendo lances de impedimento.