A FIFA decidiu ampliar o intervalo da final da Copa do Mundo de 2026 para cerca de 30 minutos, o dobro do tempo previsto nas Regras do Jogo. A mudança foi adotada para viabilizar o show do intervalo inédito na história do Mundial, que será realizado no próximo domingo, 19, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, antes da decisão do torneio.
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A decisão, no entanto, chama atenção por contrariar uma norma que a própria FIFA publica anualmente em conjunto com a International Football Association Board (IFAB). A Regra 7 das Leis do Jogo determina que o intervalo entre o primeiro e o segundo tempo deve ter no máximo 15 minutos, salvo autorização específica da competição. Em 2021, a IFAB chegou a rejeitar uma proposta para aumentar esse período para 25 minutos, alegando impactos negativos no condicionamento físico e na segurança dos jogadores.
Segundo o jornal inglês The Times, as emissoras responsáveis pela transmissão da final já foram informadas de que a pausa será suficiente para a montagem, realização e desmontagem da estrutura do espetáculo, além do tempo destinado às análises da partida. A expectativa é que o show tenha aproximadamente 11 minutos, mas toda a operação fará com que o intervalo dure cerca de meia hora.
A final marcará a primeira vez que uma Copa do Mundo masculina contará com um show no intervalo nos moldes do Super Bowl. A FIFA já confirmou um elenco de artistas internacionais para a apresentação, que será dirigida por Chris Martin, vocalista da banda Coldplay, e faz parte de uma iniciativa em parceria com a organização Global Citizen.
Essa não será a primeira vez que a entidade flexibiliza o tempo de intervalo para um evento de entretenimento. Na final da Copa do Mundo de Clubes de 2025, a pausa entre os tempos já havia sido estendida para cerca de 25 minutos pelo mesmo motivo. Agora, a medida será ainda mais ampla na principal competição do futebol mundial e deve reacender o debate sobre o equilíbrio entre espetáculo e tradição no esporte.
A decisão divide opiniões entre torcedores e especialistas. Enquanto a FIFA aposta em transformar a final em um evento de entretenimento global, críticos apontam que a ampliação do intervalo rompe uma tradição centenária do futebol e contraria uma regra que a própria entidade ajudou a estabelecer.