A eliminação para o Brasil nos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026 ampliou um dos retrospectos mais frustrantes da história da seleção japonesa. Com a derrota de virada por 2 a 1, o Japão chegou à quinta eliminação consecutiva em partidas de mata-mata de Mundiais, tornando-se a seleção com o maior número de eliminações sem jamais conseguir avançar além dessa fase.
O dado chama ainda mais atenção pelo roteiro das últimas campanhas. Nas três eliminações mais recentes, os japoneses chegaram a abrir o placar, mas acabaram cedendo a reação dos adversários.
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Em 2018, na Rússia, o Japão vencia a Bélgica por 2 a 0 até os 24 minutos do segundo tempo. Os belgas, porém, reagiram e marcaram três vezes, incluindo o gol da classificação nos acréscimos, vencendo por 3 a 2 em um dos jogos mais marcantes daquela Copa.
Quatro anos depois, no Catar, a história voltou a se repetir. A seleção asiática saiu na frente contra a Croácia nas oitavas de final, mas sofreu o empate ainda no tempo normal e acabou derrotada na disputa por pênaltis, encerrando mais uma campanha que parecia histórica.
Agora, nos Estados Unidos, Canadá e México, o roteiro ganhou um novo capítulo. Diante do Brasil, o Japão novamente esteve perto de quebrar o tabu. A equipe abriu o placar ainda no primeiro tempo e sustentou a vantagem durante boa parte da partida. No entanto, a Seleção Brasileira reagiu na reta final, marcou duas vezes e garantiu a classificação às oitavas de final.
O resultado mantém um tabu que já dura mais de duas décadas. Desde sua primeira participação em um mata-mata de Copa do Mundo, em 2002, o Japão nunca conseguiu vencer uma partida eliminatória. Ao longo desse período, a equipe foi eliminada em 2002, 2010, 2018, 2022 e, agora, em 2026.
Apesar da sequência negativa, o futebol japonês segue em crescimento no cenário internacional. Nas últimas edições da Copa do Mundo, a seleção acumulou vitórias importantes sobre adversários tradicionais na fase de grupos e consolidou sua posição entre as principais forças do futebol asiático. O desafio agora passa a ser transformar esse desempenho consistente em campanhas mais longas no mata-mata, etapa que continua sendo o maior obstáculo da história japonesa em Mundiais.