Pode-se dizer que o Brasil já não tem um grande número de meias clássicos. Nem por isso o Brasil não tem mais meias clássicos. Na Seleção Brasileira, Paquetá é o jogador com essa função. Apesar de, até agora, ainda não ter mostrado todo o seu potencial jogando pelo Brasil, ele reúne as qualidades de um jogador diferenciado. Tem visão, é inteligente e, em muitas ocasiões, mostrou lampejos de craque que podem ser decisivos em uma competição como a Copa do Mundo.
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Ainda aos 21 anos, surgiu no Flamengo com dribles desconcertantes e uma evolução com um chapéu contra o Fluminense. Já se mostrava acima da média. Foi o destaque do time campeão carioca de 2017. Teve seus direitos negociados com o Milan em 2019. No time italiano, o ambiente, não tão receptivo e caloroso como o do Rio de Janeiro, inibiu mais o seu futebol. No entanto, sem tanto alarde na mídia brasileira, ele fez grandes campanhas pelo Lyon (2020–2022) e pelo West Ham (2022–2026).
No time francês, fez gol de cabeça, de pé direito (é canhoto) e vários tocando com categoria na saída do goleiro. Foram 21 em 80 jogos, o que o colocou como um dos principais jogadores da Ligue 1 nestas temporadas. Pelo West Ham, comandou o time na conquista da UEFA Europa Conference League 2022–23.
Teve seu ritmo prejudicado por ter ficado cerca de 1 ano e 2 meses sob acusação formal (com risco de banimento) de manipulação de resultados. Foi absolvido desta acusação e, tempos depois, voltou para o Flamengo, na maior contratação da história do clube carioca. Naquele momento em que o escândalo estourou, ele estava muito próximo de acertar com o Manchester City, a pedido do técnico Pep Guardiola.
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Outro grande técnico, Ancelotti, deverá colocá-lo como titular na estreia contra o Marrocos. A sua segunda Copa do Mundo será sua chance de redenção definitiva. Caso ele se solte, se concentre no jogo, o torcedor brasileiro vai acompanhar um repertório de jogadas dignas de craque. Essa criatividade sempre foi essencial nas conquistas da Seleção Brasileira. O futebol moderno que consagrou muitas equipes europeias tornou mais rara a figura do meia-armador. Mas ela sempre foi a posição mais nobre. Principalmente para quem tem jogadores assim. No caso, o futebol brasileiro.