A Copa do Mundo de 2026 entrará para a história não apenas pelo novo formato com 48 seleções, mas também por uma tendência cada vez mais forte no futebol internacional: a presença de treinadores estrangeiros à frente das equipes nacionais. Ao todo, 27 das 48 seleções participantes (56,25%) serão comandadas por técnicos de outras nacionalidades, configurando um recorde no torneio.
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O número representa um crescimento significativo em relação à edição de 2022, quando apenas nove seleções contavam com técnicos estrangeiros, evidenciando uma mudança estrutural na forma como federações ao redor do mundo têm buscado qualificação no comando técnico.
Entre os casos mais emblemáticos está o do Brasil, que será comandado pela primeira vez em uma Copa do Mundo por um treinador estrangeiro: o italiano Carlo Ancelotti. A presença do técnico europeu marca uma ruptura histórica na tradição da Seleção Brasileira.
Além do Brasil, outras seleções tradicionais também apostam em nomes de fora de seus países. Portugal, por exemplo, será dirigido pelo espanhol Roberto Martínez, enquanto o Uruguai estará sob comando do argentino Marcelo Bielsa, reforçando o protagonismo de técnicos sul-americanos e europeus no cenário global.
O fenômeno também se repete em diversas outras seleções, como Estados Unidos (Mauricio Pochettino), Inglaterra (Thomas Tuchel) e Bélgica (Rudi Garcia), mostrando a crescente globalização das comissões técnicas no futebol de seleções.
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26 técnicos estrangeiros:
- Arábia Saudita — Hervé Renard (França)
- Argélia — Vladimir Petković (Suíça)
- Áustria — Ralf Rangnick (Alemanha)
- Bélgica — Rudi Garcia (França)
- Brasil — Carlo Ancelotti (Itália)
- Canadá — Jesse Marsch (Estados Unidos)
- Catar — Julen Lopetegui (Espanha)
- Colômbia — Néstor Lorenzo (Argentina)
- Curaçao — Fred Rutten (Holanda)
- Equador — Sebastián Beccacece (Argentina)
- Estados Unidos — Mauricio Pochettino (Argentina)
- Gana — Carlos Queiroz (Portugal)
- Haiti — Sébastien Migné (França)
- Inglaterra — Thomas Tuchel (Alemanha)
- Iraque — Graham Arnold (Austrália)
- Jordânia — Jamal Sellami (Marrocos)
- Nova Zelândia — Darren Bazeley (Inglaterra)
- Panamá — Thomas Christiansen (Espanha)
- Paraguai — Gustavo Alfaro (Argentina)
- Portugal — Roberto Martínez (Espanha)
- RD Congo — Sébastien Desabre (França)
- Suécia — Graham Potter (Inglaterra)
- Tunísia — Sabri Lamouchi (França)
- Turquia — Vincenzo Montella (Itália)
- Uruguai — Marcelo Bielsa (Argentina)
- Uzbequistão — Fabio Cannavaro (Itália)
- África do Sul — Hugo Broos (Bélgica)