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Marrocos ganha força para receber a final da Copa de 2030 com estádio para 115 mil torcedores

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Marrocos ganha força para receber a final da Copa de 2030 com estádio para 115 mil torcedores

Taça da Copa do Mundo | Foto: Reprodução / FIFA

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Felipe Belli, Oeste Esporte

Mesmo faltando quatro anos para a Copa do Mundo de 2030, a disputa pelo palco da grande decisão já movimenta os bastidores da FIFA. Neste momento, Marrocos desponta como o principal candidato para sediar a final do torneio, superando a candidatura do Santiago Bernabéu, em Madri. O grande trunfo marroquino é o Grand Stade Hassan II, em Casablanca, projetado para receber 115 mil torcedores e se tornar o maior estádio de futebol do mundo.

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Segundo o jornal espanhol The Objective, a candidatura marroquina ganhou força nas últimas semanas graças a uma intensa articulação política e esportiva. A publicação afirma que a Federação Marroquina conta com o apoio do presidente da FIFA, Gianni Infantino, além de representantes influentes da Arábia Saudita, Catar e de integrantes do Conselho da entidade, responsável por definir o estádio da final. A decisão oficial é esperada para o fim deste ano.

O investimento do país africano ajuda a explicar esse favoritismo. Marrocos prepara um amplo pacote de obras para a Copa de 2030, que será organizada em conjunto com Espanha e Portugal. De acordo com estimativas divulgadas por autoridades marroquinas, o país investirá cerca de US$ 6 bilhões em infraestrutura diretamente ligada ao Mundial, incluindo novos estádios, transporte, mobilidade urbana e hotelaria.

A principal obra é justamente o Grand Stade Hassan II, que está sendo construído em Benslimane, na região metropolitana de Casablanca. Com capacidade prevista para 115 mil espectadores, o estádio ultrapassará o Rungrado 1º de Maio, na Coreia do Norte, tornando-se o maior do planeta dedicado ao futebol. O projeto, desenvolvido pelos escritórios Populous e Oualalou + Choi, foi inspirado nas tradicionais tendas marroquinas conhecidas como moussem, buscando unir arquitetura contemporânea e identidade cultural do país.

Além da nova arena, Marrocos também está modernizando outros seis estádios que receberão partidas da Copa, entre eles os de Rabat, Tânger, Fez, Marrakech, Agadir e Casablanca. O plano contempla ainda a ampliação da malha ferroviária de alta velocidade, melhorias em rodovias, aeroportos e na rede hoteleira para atender ao aumento esperado de turistas durante o torneio.

Do lado espanhol, o principal concorrente segue sendo o Santiago Bernabéu, recentemente reformado pelo Real Madrid. O Camp Nou, em Barcelona, também aparece entre as opções apresentadas pela candidatura ibérica. No entanto, a maior capacidade do estádio marroquino e a promessa de maior retorno financeiro para a FIFA têm fortalecido a candidatura de Casablanca nos bastidores.

A Copa do Mundo de 2030 será histórica por celebrar o centenário do torneio. Espanha, Portugal e Marrocos sediarão a maior parte das partidas, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai receberão os três jogos comemorativos de abertura, em homenagem à primeira edição do Mundial, disputada em 1930.