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Mundial de 2026 derruba teoria que durou décadas sobre os pênaltis

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Mundial de 2026 derruba teoria que durou décadas sobre os pênaltis

Copa do Mundo | Foto: Reprodução/FIfa

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A Copa do Mundo de 2026 está quebrando uma das crenças mais conhecidas do futebol quando o assunto é disputa por pênaltis. Durante décadas, especialistas defenderam que a equipe que cobra primeiro levava vantagem psicológica por colocar pressão imediata sobre o adversário. No entanto, os números do Mundial disputado nos Estados Unidos, Canadá e México mostram exatamente o contrário.

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Até o momento, quatro partidas da Copa foram decididas nas penalidades, e em todas elas a seleção que cobrou em segundo lugar saiu vencedora. A sequência começou com a classificação do Paraguai sobre a Alemanha, passou pela vitória do Marrocos diante da Holanda, seguiu com o Egito eliminando a Austrália e foi ampliada com a Suíça, que derrotou a Colômbia nas oitavas de final.

O dado chama ainda mais atenção quando comparado ao histórico recente das Copas do Mundo. Nas 15 disputas de pênaltis mais recentes, a equipe que bateu em segundo venceu 13 vezes, um aproveitamento de 86,7%. O cenário contrasta com o histórico geral da competição, que sempre apresentou equilíbrio: nas 35 disputas anteriores, foram 17 vitórias para quem começou cobrando e 18 para quem bateu depois.

A teoria da vantagem para quem inicia as cobranças ganhou força principalmente por estudos que apontavam um maior peso psicológico sobre a equipe que precisa sempre igualar o placar. Nesta edição do Mundial, porém, os resultados têm desafiado essa lógica e levantado novos debates sobre a influência da ordem das cobranças em disputas decisivas.

Além da curiosidade envolvendo as penalidades, a Copa de 2026 também registra o pior aproveitamento em cobranças de pênalti dos últimos 60 anos. Considerando tanto os pênaltis marcados durante os jogos quanto as disputas de desempate, apenas 32 das 49 cobranças terminaram em gol, um índice de 65,3%, segundo levantamento da Opta.

Com o Mundial entrando em sua reta decisiva e ainda restando confrontos eliminatórios, a tendência será observada de perto. Se a sequência continuar, a Copa de 2026 poderá entrar para a história não apenas pelos jogos emocionantes, mas também por desafiar uma das teorias mais tradicionais do futebol sobre as disputas por pênaltis.