Seleção Brasileira

SELEÇÃO BRASILEIRA: TALENTO SEMPRE

Eugenio Goussinsky Eugenio Goussinsky
3 min de leitura
SELEÇÃO BRASILEIRA: TALENTO SEMPRE

Neymar é um dos que representam a essência do futebol brasileiro | Foto: Facebook/Neymar Jr.

Compartilhar: Oferecido por

O técnico Carlo Ancelotti tem mostrado um bom humor raro para um técnico da Seleção Brasileira. Construiu sua carreira de forma sólida, convivendo com diversas culturas, futebolísticas ou não. Com o sol e a leveza do Rio de Janeiro, a autoconfiança se fortaleceu. Passou a sentir as exigências do cargo e o peso da camisa do Brasil. E mostrou que seu conhecimento não era restrito ao futebol europeu.

+ Leia mais notícias em Oeste Esporte

Ele chegou até a utilizar como exemplo as seleções brasileiras de 1994 e de 2002, ao dizer que busca equilíbrio semelhante para a atual. Mas faz questão de comemorar quando a equipe não toma gols: “Soy italiano”, brinca, com seu português ainda carregado de termos em espanhol.

Mas, para que seu desejo de montar uma defesa forte seja bem-sucedido, ele não pode deixar de lado um fator que prevaleceu nas conquistas do Brasil: o talento. Ancelotti sabe disso e, na verdade, está quebrando a cabeça para encontrar uma fórmula que dê total liberdade para a criatividade brasileira.

Apesar de ter diminuído, ela ainda existe. E se diminuiu, foi também por não ter sido devidamente valorizada. Uma postura cética no jornalismo e uma opinião pública com um lado cruel alimentaram esse “complexo de vira-latas”. Se isso dá audiência ou não, se é mais cômodo ou não, é assunto para outro texto.

O importante, agora, é que Ancelotti priorize o reencontro do futebol brasileiro com sua essência. E, aí sim, encaixe uma tática que equilibre defesa e ataque. De certa maneira, como fez Zagallo em 1970. Do jeito que estão jogando no momento, e pelo futebol refinado e ofensivo, os meias Gérson, Lucas Paquetá e Danilo Santos precisam estar na lista. Além de talentosos, são versáteis.

No ataque, Pedro é o nome que desponta. Gol, afinal, é com ele. E, mesmo se Estêvão conseguir se recuperar, há espaço para a convocação de Neymar. Por mais que ainda não tenha recuperado sua antiga forma, a sequência de jogos pode aproximá-lo de sua melhor condição. Independentemente do ceticismo. E com a dose de crueldade sendo deixada de lado, ainda há tempo.

Minha sugestão de convocação

Goleiros: Alisson (Liverpool), Hugo Souza (Corinthians) e Weverton (Palmeiras).

Zagueiros: Marquinhos (PSG), Éder Militão (Real Madrid), Bremer (Juventus), Gabriel Magalhães (Arsenal) e Léo Pereira (Flamengo).

Laterais: Danilo (Flamengo), Wesley (Roma), Alex Sandro (Flamengo) e Alex Telles (Botafogo).

Meio-campistas: Casemiro (Manchester United), Bruno Guimarães (Newcastle), Fabinho (Al-Ittihad), Lucas Paquetá (Flamengo), Danilo (Botafogo) e Gérson (Cruzeiro).

Atacantes: Vinícius Júnior (Real Madrid), Neymar (Santos), Estêvão (Chelsea), Raphinha (Barcelona), Matheus Cunha (Manchester United), Gabriel Martinelli (Arsenal), Luiz Henrique (Zenit) e Pedro (Flamengo).