Felipe Belli, Oeste Esporte
Mesmo sem ter sido anunciado oficialmente como novo técnico da seleção francesa, Zinédine Zidane já trabalha na formação de sua futura comissão técnica para assumir os Bleus depois da saída de Didier Deschamps. Segundo o jornal L’Équipe, o ex-treinador do Real Madrid definiu boa parte da estrutura que pretende levar para a França e planeja uma reformulação ampla nos bastidores da seleção.
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O nome mais forte para ser o auxiliar principal é o de David Bettoni, parceiro de Zidane. Os dois trabalharam juntos em todas as passagens do treinador pelo Real Madrid, incluindo o período em que conquistaram três títulos consecutivos da Liga dos Campeões. Bettoni é considerado o homem de confiança de Zidane e seria responsável pelo trabalho diário de campo ao lado do técnico.
Outro integrante praticamente certo é Hamidou Msaïdie, que também fez parte da comissão do Real Madrid. Ele deve assumir o papel de segundo assistente e ajudar principalmente na preparação tática e na organização dos treinamentos.
Na preparação física, Zidane quer trazer de volta um profissional já conhecido da seleção francesa. Grégory Dupont, preparador físico da equipe campeã da Copa do Mundo de 2018, é o favorito para retornar ao cargo. Dupont também trabalhou com Zidane no Real Madrid e tem grande prestígio dentro da Federação Francesa.
Um dos nomes que mais chama atenção é o de Fabien Barthez. Campeão do mundo com a França em 1998, o ex-goleiro está entre os candidatos para integrar a comissão técnica. Como ainda não possui a licença necessária para atuar oficialmente como treinador de goleiros, existe a possibilidade de exercer uma função de consultoria e acompanhamento dos arqueiros da seleção.
Zidane também pretende fortalecer o trabalho de observação de talentos. O ex-campeão mundial Bernard Diomède deve colaborar na identificação e no acompanhamento das principais promessas das categorias de base francesas, aproximando ainda mais a seleção principal do sistema de formação do país.
Na área de análise de desempenho, o responsável deve ser Stéphane Planque, profissional especializado no estudo de adversários e no uso de dados para preparação de jogos. A ideia é modernizar os processos de análise e ampliar o uso de informações estatísticas no planejamento da equipe.
Segundo o L’Équipe, Zidane quer ainda promover mudanças estruturais inéditas na seleção francesa. O treinador pretende aumentar a presença de mulheres em setores estratégicos, especialmente nas áreas de imprensa, comunicação, análise de desempenho e dados, buscando diversificar os perfis profissionais dentro da federação.
Outra prioridade será a reformulação do departamento médico. O projeto prevê uma reestruturação em torno do médico Hervé Collado, referência na medicina esportiva francesa e que já trabalhou com diversos atletas de alto nível.
A movimentação reforça a expectativa de que Zidane assuma a seleção francesa depois da Copa do Mundo de 2026. O ex-meio-campista é o grande favorito para substituir Didier Deschamps, que deixará o comando dos Bleus ao fim do atual ciclo. Caso a transição se confirme, a França deve iniciar uma nova era com uma comissão técnica formada majoritariamente por profissionais que acompanharam Zidane em seus anos de maior sucesso no Real Madrid.