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Cultura

A triste atualidade de O Pianista

O pesadelo da perseguição aos judeus na Segunda Guerra está se repetindo com outra cara

Wladyslaw Szpilman toca uma obra do conterrâneo Frédéric Chopin numa rádio de Varsóvia quando é interrompido por um bombardeio do lado de fora. É início de setembro de 1939 e tropas nazistas estão ocupando a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial.

A família de Szpilman pensa que aquilo logo vai passar. Logo estão todos usando a estrela de Davi no braço para serem identificados como judeus. São proibidos de usar bares, restaurantes e outros lugares públicos. São transferidos para um gueto. As fontes de renda são cortadas e Wladyslaw é obrigado a vender seu amado piano. Logo a família é embarcada num trem para um campo de concentração para, seguindo a lógica hitlerista da “solução final”, ser exterminada.

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O Pianista (disponível pela MGM) é um filme feito com emoção pelo diretor Roman Polanski misturando a história real de sua própria família com a de Szpilman. No papel principal, Adrien Brody foi o mais jovem ganhador do prêmio de melhor ator, perdendo 14 quilos para retratar o estado a que Wladyslaw foi reduzido durante esse horrível período da história.

Imagem: divulgação

Quando O Pianista foi lançado em 2002 parecia uma lembrança de um passado sombrio. E então veio o 7 de outubro de 2023, um novo massacre de judeus em pleno Israel, realizado com uma fúria tão selvagem que deixou os antigos oficiais nazistas parecerem soldados disciplinados cumprindo ordens.

E com o 7 de outubro veio uma nova onda explícita de antissemitismo. Judeus passaram a ser atacados nas ruas, suas lojas viraram alvo de perseguição, espancamentos ocorreram em universidades. No lugar da bandeira nazista, hoje se usa a bandeirinha da Palestina. Em vez de tropas das SS e Gestapo, temos universitários de cabelo azul e lencinhos preto e branco. E o rosto de Joseph Goebbels foi trocado pelo da eterna garotinha Greta Thunberg.

(PS – O extermínio da família Szpilman não deu certo. Parte de sua família sobreviveu e veio para o Brasil onde o sobrinho-neto do pianista Wladyslaw, Marcelo Szpilman, se tornou biólogo e um dos maiores especialistas do mundo em tubarões).

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2 comentários
  1. ECM
    ECM

    Um sobrinho-neto do pianista está no Brasil? Sua família também acha que a atual situação logo vai passar?

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