Nosso pacto - Revista Oeste

Nosso compromisso

O pacto que a Oeste estabelece com você – J. R. Guzzo

J. R. GUZZO

O site de notícias e a revista semanal Oeste, ambos disponíveis unicamente em formato digital, nascem com a intenção de propor ao público a oferta de três serviços: informação sobre fatos relevantes para a sua vida, como pessoas e como cidadãos, na política, na economia e nos acontecimentos centrais da atualidade; textos escritos por profissionais que têm paixão pelo desafio de entender a realidade; e o compromisso, por parte de todos os que escrevem aqui, de esforçar-se, no máximo de suas possibilidades, para saber do que estão falando na hora de escrever alguma coisa.

Assumimos, na prestação desses serviços, uma obrigação a nosso ver fundamental para um meio de comunicação: respeitar o tempo do leitor. Isso significa algumas regras de ordem prática. A primeira delas, possivelmente, é a tolerância zero com textos que deem trabalho para serem lidos; acreditamos que o leitor simplesmente não pode ser obrigado a “prestar atenção” para entender o que lê, nem ler duas ou mais vezes a mesma frase na tentativa de saber o que, de fato, está lendo. A segunda é fazer com que todas as matérias comecem pelo começo, sigam diretamente até o fim e aí parem — em vez de começarem por qualquer lugar, irem para frente e para trás, e continuarem depois de ter acabado. A terceira regra é o esforço para eliminar do material oferecido ao leitor tudo aquilo que não o ajuda a ficar realmente melhor informado.

A exigência número 1 para cumprir as regras mencionadas acima é escrever, sempre, com o máximo de clareza. Ser claro, para nós, significa o seguinte: só escrever de maneira a permitir a compreensão imediata do que está escrito. O leitor de Oeste não pode ficar com dúvidas sobre o que leu. Não haverá em nenhum dos nossos textos, tanto quanto nossas habilidades permitirem, a pergunta: “O que será que eles quiseram dizer aqui?” Vamos nos valer, para isso, da ajuda do raciocínio lógico, dos números e da confiança na ciência, e não nas crenças. A clareza será nossa arma, enfim, para não deixar que o leitor fique sabendo menos do que sabia ao começar a leitura.

 

Ser claro, para nós, significa o seguinte: só escrever de maneira a permitir a compreensão imediata do que está escrito.

 

Temos um compromisso de publicar o nosso conteúdo com o máximo de pontualidade. Isso quer dizer que estaremos sempre atentos à necessidade de apresentar as nossas informações com rapidez — não queremos deixar que o nosso site passe longos períodos sem mudar nada, pois hoje o leitor precisa ler logo o que está acontecendo, e sem abrir mão da exatidão. Não temos a pretensão de ser os primeiros a dar as notícias, mas sim de estar seguros de que aquilo que aparecer aqui será a notícia certa — aquilo que realmente aconteceu.

Não se trata, para ser rápido, de publicar apenas textos curtos. Os textos não devem ser pequenos, médios ou grandes. Devem ser bons, ou seja, devem dar às pessoas razões objetivas para que comecem a ler, continuem lendo e cheguem até o fim — e, se possível, fiquem com a sensação de ter lido algo que não sabiam, que acharam interessante e cuja leitura poderiam recomendar a outros. Em busca da mesma eficácia, é nossa intenção servir ao público imagens, vídeos, áudios, ilustrações e todos os demais recursos tecnológicos oferecidos hoje pela comunicação digital. É nisso, no fundo, que o público economiza seu tempo: lendo o que lhe interessa, e lendo o que faz sentido para ele.

Oeste acredita com plena convicção e serenidade num conjunto de valores muito precisos, descomplicados e compreensíveis à primeira vista. Nossos textos vão refletir os fatos como eles ocorreram — tanto quanto nos for possível, sinceramente, fazer o retrato do que aconteceu, e não do que gostaríamos que acontecesse. Ao mesmo tempo, tentaremos sempre dizer o que eles significam, no nosso entendimento e nos limites da lógica. Jogar em cima do leitor uma porção de fatos, apenas, é como descarregar um caminhão de tijolos num terreno e achar que você está construindo uma casa. Esse entendimento terá como alicerce, sempre, os valores nos quais acreditamos como jornalistas e como cidadãos.

Nosso site e nossa revista serão, sim, conservadores na sua visão da política, da vida e da sociedade. Ser conservador, em nosso entendimento, é defender claramente que as coisas boas sejam conservadas; não vemos nada de errado em conservar o que nos parece positivo. É nossa convicção que o conservadorismo, hoje, é o oposto das posições estáticas, reacionárias e, no fundo, defensoras do atraso social, econômico e político do Brasil. Ser conservador, ao contrário, é ser genuinamente a favor das mudanças que a sociedade exige para progredir no século XXI. É a via mais eficaz para promover o desenvolvimento, a criação de riquezas e a multiplicação de oportunidades. É o caminho mais curto para a igualdade e a inclusão social.

 

Ser conservador, em nosso entendimento, é defender claramente que as coisas boas sejam conservadas

 

Somos a favor da liberdade econômica, sem hesitações. Acreditamos no capitalismo — e achamos que os seus problemas devem ser corrigidos com mais capitalismo, e não menos. Acreditamos no mérito, no talento, no esforço e no trabalho individuais: são eles que justificam a recompensa material das pessoas. Acreditamos que todos devem ter igualdade nas oportunidades, e não nos resultados. Acreditamos que a distribuição de riqueza e de renda deve ser fruto do crescimento econômico, no plano coletivo, e do trabalho de cada um, no plano individual. Não achamos nada de negativo em noções como as de patriotismo, família, senso moral e capacidade de distinguir entre o certo e o errado.

 

Achamos que os problemas do capitalismo devem ser corrigidos com mais capitalismo, e não menos

 

Estamos convencidos de que o Estado deve interferir o mínimo possível nas atividades lícitas do cidadão — e que o interesse comum sempre será melhor servido à medida em que as pessoas tiverem a liberdade de promover os seus interesses individuais legítimos. Estamos convencidos, igualmente, de que todo homem tem direito a um conjunto de liberdades naturais, não-negociáveis e evidentes por si mesmas — as liberdades de expressão, de posição política, de religião, de voto, de ir e vir, de empreender e de conservar o fruto do seu trabalho. Nenhuma delas é dada pelos governos; todas fazem parte do patrimônio com que já nascem todos os seres humanos.

 

Estamos convencidos de que o Estado deve interferir o mínimo possível nas atividades lícitas do cidadão

 

Oeste não crê que possa existir nada de bom na criação ou manutenção de estruturas onde há poder, mas não há responsabilidade — ou seja, onde não há a necessidade de prestar contas e pagar pelas consequências das decisões tomadas. Somos contra a propensão dos governos de atribuir a si próprios poderes que nunca demos a eles pelo voto democrático. Achamos que todos os sistemas de organização política baseados no coletivismo, ou nas teorias e práticas socialistas, têm um histórico de fracassos tão indiscutível que não podem ser propostos com um mínimo de racionalidade. O fato fundamental sobre as ideias de esquerda, para nós, é bem claro: elas não funcionam.

 

Somos contra a propensão dos governos de atribuir a si próprios poderes que nunca demos a eles pelo voto democrático

 

O fato fundamental sobre as ideias de esquerda, para nós, é bem claro: elas não funcionam

 

Nosso pacto essencial com os leitores é ficar, sempre, do lado da realidade. Oeste não pretende ser imparcial, porque a realidade não é imparcial; tem um lado, e é deste lado que estaremos. A “realidade relativa”, para nós, não existe. A realidade é uma só. E, se não soubermos qual é, diremos ao leitor que não sabemos — vamos, então, procurar saber. Como anotou o pensador inglês Roger Scruton, recentemente falecido, quem diz que toda realidade é relativa está pedindo para você não acreditar nele. Então, não acredite.

Confiamos que o leitor tenha as melhores razões para acreditar em Oeste.