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Earl Wrightson uniu entretenimento a um novo jeito de se fazer música a partir dos anos 1940 nos EUA

Earl Wrightson cantor e apresentador EUA anos 1940, 1950 e 1960
Earl Wrightson trabalhou como mensageiro antes de cantar na Broadway | Foto: Reprodução/YouTube

Earl Wrightson (1916-1993) foi um símbolo da era dourada dos musicais de teatro norte-americanos. Tinha um estilo sofisticado, que sabia, ao mesmo tempo, ser acessível ao público. Transmitiu com classe o legado de nomes como Jerome Kern, Irving Berlin, George e Ira Gershwin, Richard Rodgers e Oscar Hammerstein.

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Poucos artistas representaram tão bem a fase de transição entre o teatro musical clássico da Broadway e a televisão de variedades nos Estados Unidos (EUA). No final dos anos 1940, ele se consolidou como um importante apresentador televisivo, em uma época em que rádio e TV eram os principais veículos de divulgação musical e de entretenimento.

Wrightson conhecia todos os lados do show business da época. Nascido em Baltimore, apaixonou-se cedo pela música, o que o levou a estudar canto no conservatório local. Aos 16 anos, mudou-se para Nova York. Ele era filho de um pastor da Igreja Metodista e foi estudar com John Charles Thomas, cantor e filho de outro pastor, conhecido de seu pai.

Foi lá que teve contato com o barítono Robert Weede, integrante da Metropolitan Opera, também nascido em Baltimore. Weede se apresentava no Radio City Music Hall.

Wrightson trabalhava como mensageiro na NBC, ao lado de Dave Garroway (apresentador de TV no futuro), Gordon MacRae (cantor no futuro), Efrem Zimbalist Jr. (futuro ator de séries) e de um funcionário do prédio. Com este funcionário, eles nem falavam. O nome dele era Gregory Peck.

O aprendizado com Weede o levou aos musicais. Como barítono, Wrightson se apresentou no rádio, em programas como The Prudential Family Hour e The Coca-Cola Hour, e fez sucesso na Broadway em peças como Camelot e The Sound of Music.

Mais tarde, tornou-se apresentador da CBS nos programas Earl Wrightson at Home (anos 1940) e The American Musical Theater (anos 1950 e 1960).

O barítono e o tenor

Em um desses programas, em 1964, entrevistou o tenor norte-americano Richard Tucker (1913-1975). A conversa fluiu de maneira leve.

Diante de uma plateia próxima do palco, elegante e sorridente, típica da época, Tucker apresentou Nessun Dorma (Turandot), The Sweetest Sounds (Richard Rodgers) e You’ll Never Walk Alone (Rodgers e Hammerstein). Tudo muito refinado, natural e de altíssimo nível técnico.

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A generosidade de Wrightson ao apresentar Tucker também merece destaque. É sempre inspirador ver um artista reverenciando outro. Os programas de auditório norte-americanos eram, assim, verdadeiras referências culturais. Veja o vídeo.

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