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Curiosidades

Corpo de Arlindo Cruz é velado em escola de samba no Rio

Cerimônia seguirá tradição de origem africana

arlindo cruz morte cantor samba
Arlindo Cruz deixa a esposa, Babi Cruz, e três filhos: Arlindinho, Flora Cruz e Kauan | Foto: reprodução/Instagram/Arlindo Cruz

O corpo do cantor e compositor Arlindo Cruz será velado neste sábado, 9, a partir das 18h, na quadra da escola de samba Império Serrano, em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro. A cerimônia será aberta ao público e seguirá o formato de “gurufim”, tradição de origem africana que reúne música e bebida como forma de celebrar a vida do falecido e amenizar o luto.

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De acordo com a família, o velório se estenderá até as 10h de domingo, 10. Nesse período, haverá um momento restrito a familiares e amigos próximos. O sepultamento está previsto para as 11h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, também na Zona Norte.

A saúde de Cruz estava debilitada desde 2017, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. Depois do episódio, o sambista permaneceu internado por quase um ano e meio e, desde então, convivia com sequelas que o afastaram dos palcos.

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Família de Arlindo Cruz publica mensagem

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a família declarou: “Mais do que um artista, Arlindo foi um poeta do samba, um homem de fé, generosidade e alegria, que dedicou sua vida a levar música e amor a todos que cruzaram seu caminho”, homenageou. “Sua voz, suas composições e seu sorriso permanecerão vivos na memória e no coração de milhões de admiradores.”

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A nota também expressa gratidão pelas manifestações recebidas: “Agradecemos profundamente por todo o carinho e mensagens recebidas”. O texto destaca ainda o “legado imenso para a cultura brasileira” e o “exemplo de força, humildade e paixão pela arte” deixados pelo músico.

Ao longo da carreira, Cruz integrou o grupo Fundo de Quintal e se consolidou como compositor de sambas gravados por artistas como Beth Carvalho e Zeca Pagodinho. Ele também desenvolveu trajetória como cantor solo. Em homenagem, a prefeitura do Rio de Janeiro decretou luto oficial de três dias.

Leia também: “A nostalgia e suas zonas de conforto fazem muito bem em situações”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 104 da Revista Oeste

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