Quando uma banda faz sucesso, a tendência é que a gente imagine que ela nasceu pronta. O documentário “A Origem dos Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão Hillel” (Netflix) mostra que não foi nada disso. Pelo contrário, a banda teve um início extremamente tortuoso e acidentado, com divisões, busca de uma identidade e de um estilo.
O RHCP nasceu da amizade entre o poeta Anthony Kiedis, o trompetista australiano Michael Peter Balzary e o guitarrista israelense Hillel Slovak. Com o tempo eles se uniram ao baterista Jack Irons. Kiedis virou o vocalista, Michael Balzary se transformou num dos maiores baixistas da história do rock.
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O RHCP finalmente chegou ao seu primeiro álbum em 1984 e se tornou referência de um novo estilo, a mistura de funk com heavy metal, uma combinação de peso e suíngue. Quando o sucesso começou a aparecer de verdade, veio o drama: Kiedis e Hillel entraram no precipício das drogas pesadas, especialmente heroína.
O documentário, dirigido por Ben Feldman, reflete a mudança radical do panorama pop rock do início da década de 1980. Mas se concentra na tragédia de Hillel, um talento raro e discreto que se drogou até a morte aos 26 anos. Foi substituido por John Frusciante, que decidiu desde o início imitar o estilo de Hillel. Foi com Frusciante e o novo baterista Chad Smith que os Chili Peppers produziram seu mais rico e vigoroso álbum, Blood Sugar Sex Magik, de 1991. A partir daí a popularidade aumentou com discos mais convencionais. Mas a fúria criativa havia acabado.
Puxa…. Pensei que o artigo continuaria, estava bem interessante, mas acabou do nada!!!