A retirada apressada do Afeganistão em agosto de 2021 deixou um tipo especial de vítima: os intérpretes afegãos que serviam às tropas norte-americanas e aliadas. Eles foram praticamente abandonados pelos países em retirada, perseguidos e assassinados até hoje pela tirania do Talibã.
O Pacto (“The Covenant”, no Amazon Prime) não é baseado num fato real, mas em um conjunto deles. No filme, Jake Gyllenhaal faz o papel de um sargento norte-americano que cai numa emboscada dos terroristas e é salvo pelo seu intérprete, Ahmed. Extremamente fiel e dedicado, Ahmed arrasta o sargento ferido e desacordado por 100 quilômetros pelas montanhas até que ele seja entregue em segurança às forças norte-americanas. O sargento volta para os EUA e se recupera. O tradutor é abandonado e entra na lista dos mais procurados pelo Talibã. O sargento volta para a Ásia para regatar quem salvou sua vida.
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O inglês Guy Ritchie fez um dos seus melhores filmes: tenso, realista, com grandes cenas de ação. Gyllenhaal desempenha o papel muito bem, como sempre. E o Talibã é tratado como o que é de verdade: um bando de assassinos disfarçados como um grupo religioso. Quem brilha é o ator iraquiano Dar Salim, no papel de Ahmed. Ele traduz suas emoções em silêncio.
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