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Camisa branca da Espanha carrega histórico de azar em Copas; entenda

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Camisa branca da Espanha carrega histórico de azar em Copas; entenda

Espanha perfilada com seu uniforme branco | Foto: Reprodução/SEF

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A camisa branca da Espanha voltou a ser tema entre torcedores durante a Copa do Mundo de 2026. Embora seja apenas o uniforme reserva da seleção, o modelo carrega um retrospecto negativo em Mundiais e acabou ganhando fama de “camisa do azar” depois da eliminações e derrotas marcantes ao longo da história.

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Embora o vermelho seja a cor histórica da Espanha, o regulamento da Fifa obriga as seleções a utilizarem uniformes alternativos em algumas partidas para evitar conflitos de cores. Foi exatamente nesses momentos que nasceu a fama de “camisa do azar”.

A primeira lembrança marcante aconteceu na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Vestindo branco, a Espanha foi eliminada pela Itália nas quartas de final depois da derrota por 2 a 1, em um jogo que ficou marcado pela cotovelada de Mauro Tassotti em Luis Enrique, lance que não foi punido pela arbitragem.

Quatro anos depois, no Mundial da França, os espanhóis voltaram a utilizar o uniforme branco na surpreendente derrota por 3 a 2 para a Nigéria, resultado que comprometeu a campanha e culminou na eliminação ainda na fase de grupos.

O episódio mais emblemático, porém, aconteceu na estreia da Copa do Mundo de 2014. Na ocasião, a Espanha entrou em campo diante da Holanda com um terceiro uniforme branco, criado especialmente para a partida depois de uma determinação da FIFA, que alegou falta de contraste entre a camisa vermelha dos espanhóis e o uniforme azul dos holandeses. O resultado foi traumático: uma goleada por 5 a 1, considerada uma das maiores zebras da história dos Mundiais e o começo da queda da geração que havia conquistado a Copa de 2010.

A escrita negativa voltou a aparecer em 2022, no Catar. Depois de empatar sem gols com Marrocos, novamente usando o uniforme branco, a Espanha acabou eliminada nos pênaltis nas oitavas de final, em uma das maiores zebras daquela edição da Copa.

Agora, em 2026, a camisa branca retorna justamente em um confronto decisivo diante da Áustria. A coincidência reacendeu o debate entre torcedores espanhóis nas redes sociais, onde muitos lembraram do retrospecto pouco favorável sempre que a equipe entra em campo com o uniforme alternativo.

Apesar da superstição, jogadores e comissão técnica evitam tratar o assunto como fator determinante. O técnico Luis de la Fuente tem reforçado que o desempenho dentro de campo será muito mais importante do que qualquer coincidência histórica.

Caso consiga superar a Áustria, a Espanha colocará fim a uma sequência de resultados negativos com o uniforme branco em Copas do Mundo e seguirá viva na briga pelo bicampeonato mundial. Se a história voltar a se repetir, porém, a camisa alternativa continuará alimentando uma das superstições mais curiosas do futebol espanhol.