Enquanto 11 cidades dos Estados Unidos se preparam para receber partidas da Copa do Mundo de 2026, uma ausência chama atenção: Chicago. Considerada uma das principais metrópoles esportivas do país, a cidade optou por retirar sua candidatura para sediar jogos do torneio e deixou para trás uma estimativa de US$ 517 milhões em atividade econômica.
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A decisão foi tomada em 2018, durante a gestão do então prefeito Rahm Emanuel. Segundo ele, as exigências feitas pela FIFA tornavam o acordo financeiramente desfavorável para os cofres públicos. Em entrevista recente ao The Athletic, Emanuel voltou a defender a escolha e afirmou que a entidade ficaria com a maior parte das receitas do evento, enquanto a cidade assumiria os custos e riscos da operação.
Entre os principais pontos de discordância estavam os gastos com segurança, mobilidade urbana, serviços médicos e adaptações estruturais no Soldier Field, estádio indicado para receber os jogos. De acordo com estimativas da época, apenas as modificações exigidas pela FIFA poderiam custar entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões.
Chicago também rejeitou pedidos de isenções fiscais e outras garantias contratuais exigidas pela entidade máxima do futebol. A prefeitura alegou que não havia segurança suficiente sobre os custos finais do projeto e considerou que os contribuintes locais assumiriam riscos excessivos.
Apesar da desistência, estudos apontavam que a realização de partidas da Copa poderia movimentar cerca de US$ 517 milhões na economia local, beneficiando setores como hotelaria, turismo, restaurantes e transporte. Ainda assim, a administração municipal concluiu que os possíveis ganhos não compensariam as incertezas financeiras envolvidas.
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A ausência de Chicago é ainda mais marcante porque a cidade teve papel importante na Copa de 1994, quando recebeu partidas do torneio e sediou a cerimônia de abertura nos Estados Unidos. Em 2026, porém, ficará apenas como espectadora de um dos maiores eventos esportivos do planeta.
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