A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, a FIFA confirmou a retirada do árbitro somali Omar Artan do quadro de arbitragem da competição. A decisão ocorreu depois do profissional ter sua entrada nos Estados Unidos negada pelas autoridades de imigração do país, impedindo sua participação nos treinamentos e nos jogos do torneio.
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Artan, de 34 anos, seria o primeiro árbitro da Somália a atuar em uma Copa do Mundo. Integrante do quadro da FIFA desde 2018, ele foi eleito o melhor árbitro africano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF) e recentemente apitou a final da Liga dos Campeões da África entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades americanas, o árbitro desembarcou em Miami vindo de Istambul, mas foi submetido a uma inspeção adicional e acabou considerado inadmissível por questões relacionadas ao processo de verificação migratória. Os Estados Unidos não detalharam os motivos específicos da decisão.
A FIFA lamentou o episódio, mas ressaltou que não possui influência sobre processos de imigração. Em comunicado, a entidade afirmou que a concessão de vistos e a autorização de entrada em território nacional são responsabilidades exclusivas do país-sede. Com isso, Artan não poderá participar nem das atividades de preparação nem das partidas da Copa.
O caso gerou forte repercussão na Somália. Representantes do governo e dirigentes esportivos criticaram a medida e afirmaram que a exclusão do árbitro contraria os princípios de mérito e igualdade defendidos pelo futebol. Omar Artan era visto como um símbolo de crescimento da arbitragem africana e sua participação no Mundial era considerada histórica para o país.
A situação também reacendeu discussões sobre as restrições migratórias enfrentadas por cidadãos de determinados países durante a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos. Nos últimos meses, atletas, dirigentes e integrantes de delegações de outras nações também relataram dificuldades para obter autorização de entrada no país.
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Com a saída de Artan, a FIFA deverá recorrer a um dos árbitros reservas da lista oficial para completar o quadro de arbitragem do torneio, que começa nesta quinta-feira e contará com 48 seleções participantes.