Quando a bola rolou em Joanesburgo no dia 11 de junho de 2010, a Copa do Mundo viveu um momento histórico. Pela primeira vez desde a criação do torneio, um país africano recebia o maior evento do futebol mundial. Mais do que uma competição esportiva, o Mundial da África do Sul representou um marco político, cultural e social para todo o continente.
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A escolha da África do Sul como sede foi anunciada pela FIFA em 2004, encerrando uma longa espera do continente africano por reconhecimento dentro do futebol mundial. A candidatura sul-africana venceu concorrentes como Marrocos e Egito e foi vista como uma oportunidade de mostrar ao mundo uma nova imagem da África.
A realização da Copa teve um significado especial para um país que havia deixado para trás o regime do apartheid poucos anos antes. A figura de Nelson Mandela esteve diretamente associada ao torneio, que simbolizou integração, celebração e projeção internacional para a África do Sul.
Dentro de campo, o torneio ficou marcado por símbolos que até hoje despertam nostalgia nos torcedores. As vuvuzelas dominaram os estádios, a música “Waka Waka”, de Shakira, se transformou em trilha sonora do Mundial e a bola Jabulani gerou debates entre jogadores e goleiros por seu comportamento considerado imprevisível.
A competição também produziu momentos históricos. A Espanha conquistou sua primeira Copa do Mundo ao derrotar a Holanda na final, com gol de Andrés Iniesta na prorrogação. Já Diego Forlán foi eleito o melhor jogador do torneio após liderar a surpreendente campanha do Uruguai até as semifinais.
Para o continente africano, um dos momentos mais marcantes foi a campanha de Gana. Os ganeses chegaram às quartas de final e ficaram a poucos segundos de se tornarem a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo. A eliminação para o Uruguai nos pênaltis, após o famoso lance em que Luis Suárez evitou um gol com a mão nos acréscimos da prorrogação, continua sendo uma das histórias mais dramáticas da competição.
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Embora a anfitriã África do Sul tenha sido eliminada ainda na fase de grupos, o legado do torneio ultrapassou os resultados esportivos. A competição impulsionou investimentos em infraestrutura, modernizou estádios e colocou o continente no centro das atenções do futebol mundial durante um mês.