Enquanto milhões de torcedores acompanham a Copa do Mundo de 2026, uma operação internacional trava uma disputa paralela longe dos gramados. Coordenada pela Europol, a Operação Kratos 2 resultou na derrubada de mais de 27 mil links de transmissões ilegais, além do desmantelamento de nove organizações criminosas envolvidas com a distribuição de conteúdo pirata.
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A investigação foi conduzida durante sete meses e reuniu autoridades de 13 países, com apoio de entidades esportivas e empresas responsáveis pelos direitos de transmissão. Ao todo, 29 pessoas foram presas, 86 suspeitos foram identificados e mais de 4 mil domínios ligados à pirataria passaram a ser monitorados pelas autoridades.
Segundo a Europol, as organizações utilizavam plataformas de IPTV e sites clandestinos para retransmitir eventos esportivos ao vivo sem autorização, movimentando milhões de euros. Além de remover os links ilegais, a operação buscou identificar toda a estrutura técnica e financeira por trás das transmissões piratas.
A proximidade da Copa do Mundo de 2026 acelerou o combate às transmissões ilegais. O torneio é um dos eventos mais visados por redes de pirataria devido à enorme audiência global, levando autoridades e detentores dos direitos de exibição a reforçarem o monitoramento antes mesmo do início da competição.
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Apesar da ofensiva, especialistas avaliam que o desafio está longe do fim. A cada site retirado do ar, novos domínios e plataformas surgem para substituir os serviços bloqueados, tornando o combate à pirataria uma corrida constante entre criminosos, empresas de tecnologia e órgãos de fiscalização.
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