A Copa do Mundo de 2026 voltou a ser alvo de polêmica fora das quatro linhas. Uma reportagem especial levanta dúvidas sobre a forma como a Fifa registra e divulga o público presente nos estádios, apontando o chamado “golpe do código de barras” como possível explicação para arquibancadas aparentemente vazias, mesmo em jogos com números oficiais de lotação elevada.
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de acordo com o jornal “The Athletic”, existe uma discrepância recorrente entre a imagem transmitida pela televisão com setores vazios e os dados oficiais divulgados pela organização, que frequentemente indicam estádios quase lotados. O fenômeno alimenta a discussão sobre a presença de “torcedores fantasmas” nas partidas do Mundial.
Como funciona a polêmica do “código de barras”
O termo faz referência a um suposto mecanismo de controle de ingressos e contabilização de público, no qual entradas são registradas digitalmente, mas não necessariamente convertidas em ocupação real de assentos. Isso abre margem para que ingressos sejam considerados vendidos ou escaneados, mesmo sem presença efetiva do torcedor no estádio.
A discussão ganhou força depois dos jogos da fase de grupos apresentarem forte contraste entre o número oficial de espectadores e a ocupação visual das arquibancadas, levantando questionamentos sobre possíveis distorções na contagem de público.
Debate sobre transparência e imagem do Mundial
Críticos apontam que a prática, se confirmada, teria impacto direto na credibilidade da Copa do Mundo, especialmente em um torneio que busca ampliar sua audiência global e justificar recordes de público e engajamento.
Por outro lado, não há confirmação oficial de irregularidades, e a Fifa sustenta que os dados de presença são baseados em registros de ingressos emitidos e acessos contabilizados nos sistemas de entrada dos estádios.
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Um tema que cresce junto com a tecnologia
A discussão sobre controle de ingressos não é nova no futebol. Com a digitalização dos bilhetes e a expansão de sistemas automatizados de acesso, clubes e organizadores passaram a depender cada vez mais de códigos QR e validações eletrônicas, o que também abriu espaço para debates sobre revenda, duplicidade e inconsistências de leitura.
Casos de ingressos duplicados e golpes envolvendo entradas para grandes eventos esportivos já foram documentados em diferentes países, reforçando a preocupação com a segurança dos sistemas de bilhetagem em torneios de grande porte.
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