O técnico Jorge Jesus está muito próximo de ser anunciado como novo comandante da seleção de Portugal e, para realizar o sonho de dirigir o país natal, precisará abrir mão de uma parte significativa de seu salário. Segundo o jornal português A Bola, o treinador de 71 anos receberá menos de 4 milhões de euros brutos por ano (cerca de R$ 23,6 milhões) na Federação Portuguesa de Futebol.
+ Leia mais notícias de Oeste Esporte
O valor representa uma redução expressiva em relação ao que Jorge Jesus ganhava no Al-Nassr, da Arábia Saudita. No clube saudita, o português recebia 12 milhões de euros por temporada (aproximadamente R$ 70,8 milhões), o que significa uma diminuição de cerca de 8 milhões de euros por ano, ou mais de R$ 46 milhões anuais.
Contrato até a Copa de 2030
De acordo com a imprensa portuguesa, Jorge Jesus deve assinar um vínculo válido até 2030, liderando Portugal durante todo o próximo ciclo, que inclui a Eurocopa de 2028 e a Copa do Mundo de 2030, torneio que será disputado em Portugal, Espanha e Marrocos.
O treinador substituirá Roberto Martínez, que deixou o cargo depois da eliminação portuguesa para a Espanha nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A Federação Portuguesa de Futebol ainda não oficializou a contratação, mas o anúncio é tratado como questão de tempo.
Comissão técnica já está definida
Ainda segundo o A Bola, Jorge Jesus levará para a seleção praticamente toda a comissão técnica que trabalhou com ele no Al-Nassr. O grupo será formado pelos auxiliares João de Deus e Fábio Jesus, pelo preparador físico Márcio Sampaio e pelos analistas Rodrigo Araújo e Gil Henriques.
A escolha demonstra a intenção do treinador de manter a metodologia utilizada em seus últimos trabalhos, facilitando a adaptação ao comando da seleção portuguesa.
Sonho antigo de Jorge Jesus
Assumir a seleção portuguesa sempre foi um dos grandes objetivos da carreira de Jorge Jesus. Depois de passagens marcantes por clubes como Benfica, Sporting, Flamengo, Fenerbahçe e Al-Nassr, o treinador terá sua primeira experiência no comando de uma seleção nacional.
Agora, o desafio será conduzir uma geração que mistura veteranos, como Cristiano Ronaldo, e jovens talentos, como João Neves, Vitinha e Nuno Mendes, com a missão de recolocar Portugal entre os candidatos ao título da Copa do Mundo de 2030.