A reformulação da seleção alemã começou oficialmente. Nesta sexta-feira, 3, Julian Nagelsmann deixou o comando da Mannschaft depois da eliminação nas 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026. A saída encerra um ciclo que durou pouco mais de dois anos e abre caminho para uma reconstrução completa da tetracampeã mundial.
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A decisão foi confirmada pela Federação Alemã de Futebol (DFB) poucos dias depois da derrota para o Paraguai, resultado que aumentou a pressão sobre o treinador e provocou uma série de reuniões entre a comissão técnica e a cúpula da entidade.
Segundo a imprensa alemã, Nagelsmann participou de um encontro que durou cerca de três horas e meia com o presidente da DFB, Bernd Neuendorf, além de dirigentes como Rudi Völler, Andreas Rettig e Hans-Joachim Watzke. Durante a reunião, o treinador apresentou sua avaliação sobre a campanha da equipe e, posteriormente, as partes chegaram a um acordo para encerrar o vínculo antes do término do contrato, que era válido até 2028.
A passagem de Nagelsmann pela seleção começou em setembro de 2023, quando substituiu Hansi Flick com a missão de recolocar a Alemanha entre as principais forças do futebol mundial. Apesar da expectativa criada em torno do jovem treinador, a equipe não conseguiu corresponder nos grandes momentos.
Na Eurocopa disputada em casa, em 2024, a Alemanha foi eliminada nas quartas de final. Já na Copa do Mundo de 2026, a campanha terminou nas 16 avos, com a surpreendente derrota para o Paraguai, considerada um dos grandes choques do mata-mata.
O fracasso no Mundial acelerou uma reformulação profunda na seleção. Além da saída do treinador, diversos jogadores experientes podem ter encerrado seu ciclo com a camisa alemã. Nomes como Oliver Baumann, Antonio Rüdiger, Pascal Groß, Leon Goretzka e Leroy Sané aparecem como fortes candidatos a deixar a equipe nacional.
Por outro lado, o capitão Joshua Kimmich seguirá como uma das referências da nova geração. O meio-campista já havia manifestado o desejo de continuar defendendo a Alemanha e deve assumir um papel ainda mais importante no processo de reconstrução.
Os reflexos da campanha ruim também apareceram no ranking da Fifa. Depois da eliminação, a Alemanha deixou o grupo das dez melhores seleções do mundo e caiu para a 12ª colocação, reforçando o momento delicado vivido pela Mannschaft.
Agora, a DFB inicia a busca por um novo comandante para liderar o próximo ciclo, que terá como principais objetivos a Eurocopa de 2028 e a Copa do Mundo de 2030. A expectativa é de que a federação aposte em um projeto de renovação, com maior espaço para jovens talentos e mudanças significativas na estrutura da seleção.