Felipe Belli, Oeste Esporte
A Copa do Mundo de 2026 chega às quartas de final nesta quinta-feira, 9, cercada de grandes atuações individuais. Além dos gols e das classificações emocionantes, alguns jogadores têm se destacado em estatísticas que ajudam a explicar o sucesso de suas seleções ou que valorizam campanhas encerradas nas oitavas de final.
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O principal nome do torneio até aqui segue sendo Lionel Messi. Artilheiro da Copa com oito gols, o camisa 10 da Argentina também lidera outro fundamento importante: grandes chances criadas. O argentino participou diretamente da construção de seis oportunidades claras de gol, mostrando que, além de finalizar, continua sendo o principal organizador da equipe de Lionel Scaloni.
Messi também aparece entre os jogadores que mais criaram oportunidades no Mundial. Com 16 chances criadas, o argentino ocupa a segunda colocação do ranking, atrás apenas do belga Leandro Trossard, líder da estatística com 17 passes que resultaram em finalizações. Mesmo com a Bélgica já eliminada, o atacante deixou sua marca como um dos jogadores mais criativos da competição.
O jovem que vem chamando atenção é Lamine Yamal. O espanhol lidera a Copa em dribles certos, com 17, apenas um à frente de Vinícius Júnior, que completou 16. Os números reforçam o protagonismo dos dois pontas, capazes de desequilibrar partidas no um contra um e acelerar as transições ofensivas de Espanha e Brasil durante o torneio.
Mesmo eliminado nas oitavas de final, Diogo Costa também encerrou sua participação em destaque. O goleiro português foi quem mais trabalhou na fase, realizando cinco defesas contra a Espanha. Apesar da eliminação, a atuação foi considerada uma das melhores individuais entre os arqueiros na fase de mata-mata.
Na defesa, poucos jogadores foram tão seguros quanto Dayot Upamecano. O zagueiro francês liderou as estatísticas de intervenções defensivas nas oitavas de final depois da vitória sobre o Paraguai, confirmando a consistência da defesa francesa, uma das menos vazadas desta Copa do Mundo.
A campanha da Noruega também produziu números expressivos. Na histórica classificação sobre o Brasil, a seleção escandinava foi a única das oitavas de final a ter dois jogadores ultrapassando a marca de 100 passes certos em uma mesma partida. Sander Berge acertou 117 dos 119 passes que tentou, enquanto Martin Ødegaard completou 101 de 109, evidenciando o controle de posse de bola que surpreendeu a Seleção Brasileira.
Nem todas as estatísticas, porém, são positivas. O colombiano Luis Díaz encerrou sua participação no Mundial como o jogador que mais ficou impedido, sendo flagrado nove vezes além da linha defensiva adversária. O dado ilustra a agressividade da Colômbia em buscar lançamentos em profundidade, mas também a dificuldade do atacante em sincronizar seus movimentos com os companheiros.
Com apenas oito seleções vivas na disputa pelo título, a expectativa é que esses números continuem mudando nas quartas de final. Messi tenta ampliar sua vantagem na artilharia e entre os criadores de jogadas, Yamal busca confirmar o protagonismo da nova geração espanhola e nomes como Trossard, Diogo Costa e Luis Díaz já deixam o torneio com marcas individuais que chamaram a atenção ao longo da competição.