A campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 continua repercutindo negativamente fora do país. Depois da eliminação para a Noruega nas oitavas de final, veículos e jornalistas da imprensa internacional classificaram o Brasil como a maior decepção do torneio, destacando o desempenho abaixo das expectativas da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
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De acordo com uma análise publicada pela BBC, dois jornalistas do veículo elegeram o Brasil como a principal frustração do Mundial. O repórter Phil McNulty foi um dos mais duros nas críticas e afirmou que a seleção apresentou um futebol “lento, sem inspiração e não brasileiro”, acrescentando que todas as fragilidades da equipe ficaram evidentes na derrota para a Noruega.
Outro ponto destacado pela imprensa inglesa foi o domínio norueguês nas oitavas de final. Segundo a BBC, a equipe de Erling Haaland controlou completamente a partida, terminando o confronto com 66% de posse de bola e 681 passes certos, contra apenas 34% de posse e 331 passes do Brasil números considerados incompatíveis com a tradição da Seleção.
A avaliação negativa também encontrou eco em outros países. Na Espanha, o jornal AS afirmou que Carlo Ancelotti ficou “exposto” com a eliminação precoce e apontou falhas táticas, além de destacar o desempenho abaixo do esperado de jogadores como Vinícius Júnior e Endrick. Já o El País classificou a campanha brasileira como o reflexo de uma seleção com dificuldades estruturais e excessivamente dependente de poucas peças ofensivas.
A participação brasileira terminou com uma vitória sobre Haiti e Japão, um empate diante de Marrocos e a derrota por 2 a 1 para a Noruega no mata-mata. O desempenho gerou questionamentos sobre o trabalho de Carlo Ancelotti e abriu espaço para uma série de análises sobre o futuro da Seleção no ciclo que levará à Copa do Mundo de 2030.