Felipe Belli, Oeste Esporte
O título da Espanha na Copa do Mundo de 2026 reacendeu um debate que atravessa gerações: quem foi o maior jogador da história do futebol? Em meio às discussões nas redes sociais, um dado envolvendo Pelé voltou a ganhar destaque: o Rei encerrou sua carreira sem jamais perder uma final internacional que disputou por clubes ou pela Seleção Brasileira.
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Ao longo de sua trajetória, Pelé participou de decisões que marcaram época e saiu vencedor em todas elas. Pela Seleção Brasileira, conquistou as finais das Copas do Mundo de 1958 e 1970, sendo protagonista nas duas campanhas. Embora tenha integrado o elenco campeão de 1962, o camisa 10 sofreu uma lesão ainda na fase de grupos e não disputou a final contra a Tchecoslováquia. Por isso, quando o recorte considera apenas finais efetivamente disputadas em campo, Pelé mantém um retrospecto de 100% de aproveitamento.
Com o Santos, o domínio foi igualmente histórico. O clube conquistou as Copas Libertadores de 1962 e 1963, superando Peñarol e Boca Juniors, respectivamente. Nas duas temporadas, o time brasileiro também levantou a Copa Intercontinental ao derrotar o Benfica de Eusébio e o Milan, levando o futebol brasileiro ao topo do mundo. Anos depois, Pelé ainda conquistaria a Supercopa Intercontinental de 1968, competição organizada entre campeões intercontinentais da década.
O retrospecto chama ainda mais atenção quando comparado ao de outros gigantes do esporte. Nomes como Diego Maradona, Ferenc Puskás, Johan Cruyff, Franz Beckenbauer, Ronaldo Nazário, Zinedine Zidane, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi conheceram o sabor da derrota em ao menos uma grande final internacional ao longo de suas carreiras. Messi, por exemplo, perdeu as decisões da Copa do Mundo de 2014 e de 2026, embora tenha conquistado o título em 2022.
O legado de Pelé vai além dos números, mas eles ajudam a explicar por que seu nome permanece no centro das discussões sobre o maior jogador da história. Além dos três títulos mundiais um recorde absoluto entre atletas de linha, o Rei marcou época pela regularidade em decisões e pela capacidade de decidir os jogos mais importantes.