A tese de que falta ao Brasil talentos individuais é muito mais alimentada pela desilusão com os resultados do que pela realidade. Nunca faltou ao Brasil jogadores criativos, mesmo que, neste momento, não sejam em uma quantidade tão alta como nos anos 1970 e 1980. Mas nomes como Vinícuis Jr e Paquetá têm mostrado, inclusive com a camisa da Seleção, que o futebol brasileiro ainda é uma fábricas de craques.
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O Flamengo, aliás, sempre foi um berço de talentos. A geração de ambos despontou justamente na época em que, muito criticado, o então presidente Eduardo Bandeira de Melo estava arrumando as finanças do clube, ainda que, mesmo chegando longe nas competições, não ganhou muitos títulos. Um deles foi o carioca daquele ano. No entanto, formou a base do Flamengo que passou a ganhar tudo a partir de 2019. E contribuiu com a Seleção Brasileira ao revelar jovens como Vini Jr. e Paquetá.
Naquela época, eles formaram um time forte, composto por nomes como o goleiro Diego Alves, os laterais Trauco e Pará, os meio-campistas William Arão, Éverton Ribeiro, Diego Ribas e o atacantes Éverton e Paolo Guerrero. Sem tantios títulos, mas com muitos frutos.
Vini Jr. e Paquetá na Seleção
Também jogaram juntos na Seleção desde a Copa de 2022, quando já formaram boa dupla e foram ofuscados pela eliminação nas quartas de final. Ficaram marcados momentos como o belo gol de Vini Jr contra a Coreia do Sul, na Copa do Catar, pelas oitavas. Antes, ele já havia sido fundamental nas vitórias brasileiras. Paquetá também quase definiu o jogo contra a Croácia com um leve toque para Neymar entrar na área e fazer o gol.
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Agora, na Copa de 2026, os dois têm sido destaques do time. Diante do Marrocos, foram os que melhor atuaram pelo Brasil. Vini, aliás, chamou a responsabilidade para si e fez o gol de empate em um momento difícil. Contra o Haiti, Paquetá jogou como um maestro, criando, lançando e também ajudando na marcação. Vini Jr., novamente, decidiu, ao participar dos três gols, um deles de sua autoria. Uma coisa é passar pano. Outra é não admitir que poucas seleções têm jogadores deste nível.