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ONU critica políticas migratórias dos EUA antes da Copa

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ONU critica políticas migratórias dos EUA antes da Copa

Volker Türk é Comissário da ONU para os Direitos Humanos | Foto: Reprodução/X

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O Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, fez um apelo, para que os Estados Unidos reconsiderem suas políticas migratórias. Türk destacou que as medidas atuais têm impactado diretamente os participantes da Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira, 11, e contará com 48 seleções ao longo de 39 dias.

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O debate ganhou força depois do caso do árbitro somali Omar Artan, que ficou fora da Copa do Mundo depois de ter o visto de entrada nos Estados Unidos negado. Considerado um dos principais árbitros da África, ele acabou retirado do quadro de arbitragem da FIFA, em um episódio que levantou questionamentos sobre as políticas migratórias adotadas pelo país durante o torneio.

Türk mencionou casos específicos, como o do atacante Aymen Hussein, da seleção do Iraque, que foi interrogado por sete horas ao chegar nos EUA. Além disso, o fotógrafo da seleção iraquiana também enfrentou problemas, com sua entrada negada no país, onde deveria registrar as experiências da equipe.

O Alto Comissário criticou as políticas de imigração da administração Trump e expressou a esperança de que haja uma reavaliação em relação à fiscalização migratória. “Espero sinceramente que haja uma profunda reavaliação da forma como a fiscalização migratória respeita os direitos humanos e a dignidade humana”, afirmou Türk.

Ele ainda ressaltou que eventos esportivos, como o Mundial, devem servir para promover a integração e a unidade entre os povos. “O esporte global deve ser um lugar onde o mundo se reúne em unidade e em paz”, completou. Türk também alertou para os riscos de discursos que fomentam a divisão, afirmando que “ninguém se beneficia de discursos que promovem divisão e polarização”.

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Volker Türk espera que as questões relacionadas ao perfilamento racial e à aplicação das leis de imigração não afetem a Copa do Mundo da maneira como já têm afetado. A competição, que começa amanhã, promete ser um marco, mas os desafios enfrentados por alguns participantes ressaltam a necessidade de um diálogo mais amplo sobre direitos humanos e imigração.