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10 de outubro na História: morre a escritora espírita Zíbia Gasparetto

Autora vendeu mais de 18 milhões de livros e atingia um público diversificado

Zíbia Gasparetto lutava contra um câncer | Foto: Reprodução/Redes sociais
DF - LULA/RECEBE ATLETAS PARALÍMPICOS - POLÍTICA - Foto, Presidente Lula durante discurso para atletas.. Nesta terça (17) o Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, recebe no Palácio do Planalto os atletas paralímpicos por ocasião dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. 17/09/2024 - Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Em 10 de outubro de 2018, morreu a escritora espírita brasileira Zíbia Gasparetto. Ela tinha 92 anos e lutava contra um câncer no pâncreas.

Ao longo da carreira, Zíbia publicou mais de 50 livros. A maioria deles, estava atribuída a espíritos com quem dizia se comunicar.

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A escritora vendeu mais de 18 milhões de exemplares e atingia um público diversificado. As obras eram lidas tanto por adeptos e simpatizantes do espiritismo quanto por pessoas interessadas em temas espirituais e de autoconhecimento.

Nascida em Campinas, São Paulo, em 1926, Zíbia foi criada em uma família católica e não tinha envolvimento com a doutrina espírita até 1950, quando relatou uma experiência transformadora que mudaria o curso de sua vida.

Aos 24 anos, já mãe de dois filhos, ela disse ter acordado sentindo um formigamento. A escritora relata que se levantou e andou pela casa enquanto falava em alemão, língua que desconhecia. Assustado, o marido dela, Aldo Luiz, buscou ajuda de uma vizinha.

No dia seguinte, Zíbia procurou uma livraria e comprou O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, obra que marca a base do espiritismo e que influenciou profundamente sua trajetória.

A partir da década de 1950, Zíbia passou a frequentar centros espíritas, onde começou a desenvolver a mediunidade por meio da psicografia.

Ela relatava receber mensagens atribuídas a espíritos desencarnados e passou escrever sob a orientação de um deles: Lucius, que se tornaria um guia constante em sua carreira.

Em 1958, publicou seu primeiro romance psicografado, O Amor Venceu, que conquistou leitores e solidificou sua posição no movimento espírita brasileiro.

Durante as décadas seguintes, Zíbia escreveu diversas obras que exploravam temas como reencarnação, vida depois da morte, perdão e evolução espiritual.

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Entre seus livros mais conhecidos estão Entre o Amor e a Guerra (1975), O Mundo em que Vivo (1986) e Ninguém é de Ninguém (2000).

Zíbia Gasparetto também atuava como palestrante | Foto: Reprodução/Redes sociais
Zíbia Gasparetto também atuava como palestrante | Foto: Reprodução/Redes sociais

As narrativas de Zíbia combinavam espiritualidade e lições de vida. Além disso, propunha reflexões sobre a existência humana, a força do amor e os desafios da jornada espiritual.

Zíbia também era palestrante e colaboradora ativa em eventos e atividades ligadas ao espiritismo.

O filho da escritora, Luiz Antonio Gasparetto, também médium e escritor, morreu poucos meses antes dela, em 2018.

Mesmo aos 92 anos, Zíbia permaneceu ativa na literatura e publicou livros até o final da vida.

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