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14 de setembro na História: Napoleão cai em emboscada em Moscou

O imperador francês encontrou a capital russa deserta e em chamas

Napoleão Bonaparte na Rússia
A retirada de Napoleão de Moscou | Foto: Adolfo do Norte/Wikimedia

Em 14 de setembro de 1812, as forças de Napoleão Bonaparte, ex-imperador da França, chegaram a Moscou, na Rússia. Para a surpresa deles, a cidade estava vazia e em chamas. Os russos, ao saber da aproximação do Exército francês, evacuaram e incendiaram Moscou.

A campanha, conhecida na França como Campanha Russa e na Rússia como Guerra Patriótica, marcou um ponto crucial na história militar europeia. O Exército francês, que inicialmente contava com 500 mil homens, enfrentou dificuldades por causa do frio intenso e da falta de suprimentos.

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Apenas 27 mil soldados conseguiram retornar à França. Napoleão, ao ver que estava uma posição desfavorável, decidiu abandonar as tropas e voltar a Paris para consolidar seu poder e organizar a resistência contra os russos.

A retirada das tropas francesas começou em 24 de junho de 1812 e terminou em 14 de dezembro do mesmo ano. Durante a retirada, as forças russas perseguiram o Exército francês, o que resultou em inúmeras baixas.

Leia também: “10 de setembro na História: guilhotina é usada pela última vez na França”

A derrota em Moscou não apenas enfraqueceu a presença militar francesa, mas também abalou a reputação de Napoleão como um estrategista militar imbatível. Essa sequência de eventos teve um impacto significativo na política europeia, diminuindo a hegemonia da França no continente.

A campanha é detalhada na obra Guerra e Paz (1865), de Liev Tolstoi, que retrata a brutalidade e as dificuldades enfrentadas pelo Exército francês durante essa tentativa de invasão.

A história de Napoleão

Retrato de Napoleão Bonaparte
Retrato de Napoleão Bonaparte | Foto: Jacques-Louis David/Wikimedia

Napoleão Bonaparte, nascido na Córsega, na França, em 1769, é uma das figuras mais emblemáticas da história europeia. Chegou ao poder no fim da Revolução Francesa e se destacou inicialmente como general. Conquistou vitórias cruciais para a França revolucionária.

O domínio militar de Napoleão e as habilidades estratégicas rapidamente o levaram a ser nomeado cônsul e, em 1804, a se coroar imperador dos franceses. Napoleão tinha o objetivo de transformar a Europa sob a guarda francesa.

Durante o reinado, Napoleão reformou o sistema jurídico francês. Criou o Código Napoleônico, que serviria de base para legislações em vários países do mundo. O texto previa igualdade de todos perante a lei, a abolição de privilégios feudais e a proteção da propriedade privada.

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O ex-imperador ficou conhecido como um mestre na arte da guerra; expandiu o império francês por toda a Europa. As campanhas militares de Napoleão, conhecidas como Guerras Napoleônicas, desestabilizaram reinos e provocaram uma reconfiguração geopolítica no continente.

Apesar da conquistas, o imperador francês enfrentou uma série de desafios que levaram à queda do império. A invasão da Rússia, em 1812, resultou na destruição de grande parte de do Exército. Depois essa derrota, as potências europeias, lideradas pelo Reino Unido, Rússia, Prússia e Áustria, formaram alianças contra Napoleão.

O francês foi derrotado e exilado em Elba, na Itália, em 1814. Napoleão retornou à França em 1815, quando ficou no poder por um período conhecido como os Cem Dias.

A derrota final do ex-imperador ocorreu na Batalha de Waterloo, em 1815. Depois, o francês se exilou definitivamente na Ilha de Santa Helena, onde morou até 1821, quando morreu.

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