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2 de outubro na História: Charles Schulz lança a tira Peanuts, com Charlie Brown e Snoopy

Conhecida no Brasil como Minduim, ilustração fez enorme sucesso, com mais de 355 milhões de leitores, filmes e séries na televisão

Charlie Brown e Snoopy: em 2 de outubro de 1950, o mundo passava a conhecer essa dupla por meio das tiras desenhadas pelo cartunista norte-americano Charles Schulz | Foto: Reprodução/Redes sociais
Charlie Brown e Snoopy: em 2 de outubro de 1950, o mundo passava a conhecer essa dupla por meio das tiras desenhadas pelo cartunista norte-americano Charles Schulz | Foto: Reprodução/Redes sociais

No dia 2 de outubro de 1950, o mundo viu pela primeira vez a tira de jornal intitulada Peanuts. No Brasil, o público passou a chamá-la de Minduim. O nome fazia referência à tradução literal da palavra peanuts, que em inglês significa amendoim.

Criadas pelo cartunista norte-americano Charles Schulz, as tiras inspiravam-se no melancólico garoto Charlie Brown e seu encantador cão Snoopy. No auge do sucesso, a icônica dupla esteve presente, por meio de ilustrações, em mais de 2,6 mil jornais ao redor do mundo.

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A tirinha alcançou 355 milhões de leitores em 75 países e os editores a traduziram para 40 idiomas. O êxito foi tão grande que Peanuts ganhou uma adaptação para desenho animado em 1965.

Com produção de Lee Mendelson e direção de Bill Meléndez, a tirinha deu vida ao especial de TV A Charlie Brown Christmas (O Natal de Charlie Brown).

Peanuts inspirou filmes e produtos licenciados

A popularidade da franquia abriu caminho para o lançamento de uma grande variedade de produtos licenciados, incluindo cadernos, camisetas, creme dental, entre outros itens.

Sua influência e proximidade com o público gerou quatro filmes de longa-metragem e diversos outros especiais, além de séries animadas para a televisão. A tirinha sobreviveu até 12 de fevereiro de 2000.

Estilo torna-se padrão na imprensa mundial

A partir da ideia de Peanuts, jornais dos Estados Unidos passaram a adotar como padrão o uso de quatro quadrinhos para veicular suas ilustrações. Rapidamente, diários impressos da Europa e em outras partes do mundo adotaram o estilo.

Em 1947, Charles Schulz vendeu uma tira chamada Lil’ Folks para um jornal de sua cidade natal, o St. Paul Pioneer Press, que o publicou semanalmente por dois anos. Contudo, quando Schulz pediu para que a tira fosse diária, acabou sendo despedido.

Charlie Brown e seu inseparável cão Snoopy: dupla icônica passou a fazer parte da vida de milhões de pessoas em jornais impressos de todo o mundo: mais de 355 milhões de leitores | Foto: Reprodução/Redes sociais
Charlie Brown e seu inseparável cão Snoopy: dupla icônica passou a fazer parte da vida de milhões de pessoas em jornais impressos de todo o mundo: mais de 355 milhões de leitores | Foto: Reprodução/Redes sociais

Cartunista faz reunião decisiva em Nova York

No ano seguinte, o cartunista vendeu um painel de tira cômica para o Saturday Evening Post e continuou a vendê-lo até 1950, quando foi para Nova York, com muitos projetos, para uma reunião decisiva em sua carreira. 

Schulz conversou com a United Feature Syndicate e, no dia 2 de outubro de 1950, Peanuts, um nome estranho para o seu criador, fez sua estreia em sete jornais norte-americanos. Era o ponto de partida para algo aparentemente simples, mas com enorme poder cativante. 

Charles Schulz, em 1956 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Charles Schulz, em 1956, poucos anos depois de começar a fazer sucesso com as suas tirinhas | Foto: Reprodução/Redes sociais

Criador morre aos 77 anos, nos EUA

Em seus últimos anos, Schulz sofreu de Mal de Parkinson. Como resultado, suas últimas tiras refletem o tremor de sua mão. Ele admitiu que algumas vezes os tremores eram tão desagradáveis que precisava se apoiar no canto de sua mesa para garantir firmeza. 

Com mais problemas de saúde, Schulz anunciou sua despedida em dezembro de 1999. Um mês depois de publicar a sua última tira, em 3 de janeiro de 2000, Charles Monroe Schulz morreu em Santa Rosa, nos EUA, em 12 de fevereiro de 2000, aos 77 anos de idade.

Schulz, em 1995: cartunista já relatava problemas de saúde, com dificuldades para fazer seus traços | Foto: Reprodução/Redes sociais
Schulz, em 1995: cartunista já relatava problemas de saúde, com dificuldades para fazer seus traços | Foto: Reprodução/Redes sociais

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