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26 de setembro na História: começa o julgamento de O. J. Simpson

Ex-jogador de futebol americano matou a ex-mulher, Nicole Brown, a facadas

O. J. Simpson matou a ex-mulher dele a facadas | Foto: Reprodução/Redes sociais
O. J. Simpson matou a ex-mulher dele a facadas | Foto: Reprodução/Redes sociais

Em 26 de setembro de 1994, teve início o julgamento do ex-jogador de futebol americano e ator O. J. Simpson, acusado de matar a ex-mulher, Nicole Brown Simpson, e o amigo dela, Ronald Goldman.

O crime ocorreu em 12 de junho de 1994, em frente à casa de Nicole, em Los Angeles, na Califórnia. O julgamento, que durou 372 dias, se tornou um dos casos mais midiáticos da história dos Estados Unidos, com ampla cobertura da imprensa e milhões de pessoas acompanhando o desenrolar do processo.

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Depois de ser formalmente acusado de duplo homicídio, Simpson protagonizou uma das perseguições policiais mais famosas dos Estados Unidos. No dia 17 de junho de 1994, ele ficou desaparecido, mas foi localizado pelas autoridades, que o seguiram por cerca de 96 quilômetros em uma rodovia de Los Angeles.

Durante a fuga, Simpson ficou no banco de trás de um Ford Bronco branco, enquanto o amido dele, Al Cowlings, dirigia.

A perseguição foi transmitida ao vivo por várias emissoras de televisão e foi assistida por aproximadamente 95 milhões de pessoas. Depois de horas de negociação, Simpson se entregou à polícia na casa dele.

O. J. Simpson teve relação conturbada com ex-mulher

O relacionamento entre Simpson e Nicole Brown foi marcado por episódios de violência doméstica. Eles se casaram em 1985 e tiveram dois filhos.

Em 1992, o casal se divorciou, mas continuaram em uma relação conturbada. Nicole chegou a registrar várias queixas contra o ex-jogador por agressões físicas.

Em um dos episódios, em 1985, ele quebrou os vidros do carro da ex-mulher com um bastão de beisebol depois de uma discussão. Em 1993, Simpson invadiu a casa de Nicole, que se trancou na cozinha.

O.J. Simpson e a ex-esposa dele, Nicole Brown Simpson | Foto: Reprodução/Twitter/X
O.J. Simpson e a ex-esposa dele, Nicole Brown Simpson | Foto: Reprodução/Twitter/X

O julgamento foi conduzido em um tribunal de Los Angeles, com um júri formado por 12 membros: nove negros, dois brancos e um hispânico. Dos jurados, dez eram mulheres.

A equipe de defesa de Simpson, apelidada de “Dream Team”, incluiu renomados advogados, como Johnnie Cochran e Robert Shapiro. A promotoria, por sua vez, foi liderada por Marcia Clark e Christopher Darden.

Em 3 de outubro de 1995, o júri anunciou o veredito: Simpson foi considerado inocente das acusações de homicídio.

Leia também: “25 de setembro na História: nasce Christopher Reeve, astro de Super-Homem”

O anúncio foi acompanhado por cerca de 20 milhões de telespectadores e bateu recordes de audiência. O número de espectadores superou momentos históricos, como a chegada do homem à Lua e o funeral do ex-presidente americano John F. Kennedy.

Mesmo com a absolvição no julgamento criminal, Simpson foi posteriormente condenado em um processo civil, em 1997. Ele foi responsabilizado pela morte das vítimas e condenado a pagar uma indenização de US$ 33,5 milhões às famílias de Nicole e Goldman.

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