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9 de setembro na História: Japão ataca área continental dos Estados Unidos

À época, um temido piloto japonês lançou bombas incendiárias em uma floresta do Oregon

Dirigível do Japão, prestes a atacar os EUA | Foto: Reprodução/CB History
Dirigível japonês, prestes a atacar os EUA | Foto: Reprodução/CB History

Em 9 de setembro de 1942, o Japão realizou um ataque inusitado durante a Segunda Guerra Mundial: lançou bombas incendiárias em uma floresta do Oregon, nos Estados Unidos.

Na ocasião, o piloto japonês Nobuo Fujita conduziu um avião leve sobre o Estado e bombardeou o Monte Emily. Isso marcou o único bombardeio japonês na parte continental dos EUA.

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A ação não foi divulgada na época, para não impactar o moral dos norte-americanos. O incidente resultou em um incêndio florestal, mas sem danos significativos.

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Fujita retornou ao Japão, onde continuou a treinar outros pilotos durante o restante da guerra. A operação colocou seu nome na história como o único a bombardear o território continental norte-americano.

A notícia só veio a público mais tarde, o que revelou um capítulo pouco conhecido da Segunda Guerra Mundial.

O conflito entre Japão e os Estados Unidos

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão lançou uma série de ataques menos conhecidos e surpreendentes contra os Estados Unidos, incluindo o lançamento de bombas incendiárias em Oregon. Esse evento é frequentemente referido como o “ataque de bombas incendiárias de fugo”.

Depois do ataque a Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941, o Japão e os Estados Unidos se envolveram em um conflito intenso. Embora o Japão tenha enfrentado dificuldades em lançar ataques diretos contra o território continental dos EUA, em razão da distância e da superioridade da Marinha norte-americana, os líderes japoneses buscavam formas alternativas de causar danos e semear o medo.

Entre 1944 e 1945, o Japão desenvolveu a estratégia chamada “fugo” ou “bombas de balão incendiárias”. Essa estratégia envolvia o uso de balões de papel grandes, inflacionados com hidrogênio, que carregavam bombas incendiárias e explosivas.

O objetivo era enviar esses balões através do Pacífico, ao usar as correntes de ar para atingir os EUA e criar incêndios florestais e outros danos. Embora a maioria dos balões tenha sido destruída pelo clima ou pelos ventos antes de alcançar o alvo, alguns conseguiram chegar a áreas dos EUA.

Ataques em Oregon

Em 5 de maio de 1945, um desses balões chegou a uma área próxima a Bly, no Oregon. Esse ataque resultou em uma tragédia: uma mulher chamada Elsie Mitchell e cinco crianças (seus filhos e amigos) foram mortos quando encontraram um balão incendiário não explodido e o tocaram.

A explosão causada pelo balão foi a única morte registrada no território continental dos EUA, em virtude desses ataques. As autoridades locais inicialmente mantiveram o evento em segredo para evitar criar pânico.

Os ataques com balões incendiários não tiveram impacto militar significativo nem causaram grandes danos, mas foram um exemplo da criatividade e da persistência japonesa em tentar atingir o território inimigo. As autoridades norte-americanas conseguiram lidar com a ameaça e, em última análise, esses ataques foram interrompidos à medida que a guerra avançava e a capacidade de lançá-los foi reduzida.

Nobuo Fujita, piloto japonês, pilotou um avião leve sobre o Estado e bombardeou o Monte Emily | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Nobuo Fujita, piloto japonês, pilotou um avião leve sobre o Estado e bombardeou o Monte Emily | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

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1 comentário
  1. JR
    JR

    09 de setembro de 2024: a Guerra no Sudão completa dezessete meses (aproximadamente) com mais de 20.000 mortos oficialmente e com estimativa de possível 150 mil mortos, milhões de refugiados e ninguém, absolutamente ninguém na imprensa brasileira relata os fatos, sendo que a imprensa chapa branca só dá notícias da Faixa de Gaza, enquanto que naquele país africano milhares de crianças e mulheres são assassinadas a sangue frio com cadáveres expostos no meio da rua. Peço à OESTE que, por favor, chame a atenção para aquele conflito, pois parece que matar e morrer na África não assusta nossa imprensa, nem a ONU, nem esse Governo Brasileiro.A OESTE precisa cobrar explicações dessa indiferença na imprensa chapa branca e do Itamaraty. Obrigado

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