Os habitantes de Paris aprovaram mais uma ação para reduzir o uso de carros na cidade. Depois de proibir aplicativos de patinetes elétricos de triplicar as taxas de estacionamento para SUVs, a capital francesa agora planeja banir completamente os automóveis de 500 ruas, que serão transformadas em áreas arborizadas e reservadas para pedestres.
A decisão faz parte dos esforços da prefeitura para melhorar a qualidade do ar e deixar a cidade mais agradável e segura para quem circula a pé. Ela foi aprovada em referendo popular por quase dois terços dos cidadãos que participaram de uma votação no último domingo, 23, segundo a agência de notícias Deutsche Welle.
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A participação no referendo foi de apenas 4% dos quase 1,4 milhão de eleitores parisienses. Taxas de participação igualmente baixas aconteceram no referendo de 2023, que proibiu os patinetes elétricos compartilhados (7,5%), e em 2024, no aumento das taxas de estacionamento para SUVs (5,7%).
No caso dos SUVs, o preço do estacionamento nas ruas centrais de Paris passou a ser de 18 euros por hora para carros com motores de combustão ou híbridos que pesem mais de 1,6 toneladas — ou 2 toneladas para os elétricos. Se o carro ficar estacionado por seis horas no centro da cidade, a conta pode chegar a 225 euros.
A medida, que prevê exceções para moradores, comerciantes, profissionais de saúde e taxistas, busca desincentivar a circulação de SUVs na capital. Os veículos são considerados mais poluentes e mais perigosos para os pedestres, além de ocuparem mais espaço.
Redevelopment in Les-Blanc Mesnil, in Paris‘ North East.
— Clemens Marschner (@cmarschnerde) March 22, 2025
1,900 social housing units and 3,300 on the free market. Shops, new market square pic.twitter.com/z4Dh3RRUEv
Quanto aos patinetes elétricos, a decisão de proibir os aplicativos se baseou na insatisfação de moradores e pedestres com a imprudência de alguns usuários e a obstrução das calçadas e ruas.
1 em cada 10 ruas de Paris deve ser exclusiva para pedestres
A prefeitura de Paris pretende ainda restringir o acesso de veículos a cerca de 25 ruas em cada um dos 20 arrondissements (distritos). Atualmente, cerca de 220 ruas já estão interditadas para automóveis. Assim, uma em cada dez ruas de Paris será exclusivamente para pedestres. Os locais exatos serão definidos futuramente, em consultas com a população.
Essa medida deve resultar ainda em uma perda de até dez mil vagas de estacionamento nos próximos anos. O número soma-se às dez mil vagas já eliminadas desde 2020.

De acordo com dados da prefeitura, o trânsito na cidade diminuiu mais da metade desde 2001, quando os socialistas, atualmente sob a liderança da prefeita Anne Hidalgo, chegaram ao poder.
No centro de Paris, apenas uma em cada três casas tem carro. Nos subúrbios, onde moram dez milhões de pessoas e o transporte público é menos acessível, essa proporção é de dois em cada três.
Capital da França ainda é ‘menos verde’ que outras capitais europeias
Hidalgo, prefeita desde 2014, foi reeleita em 2020 com a promessa de transformar radicalmente Paris, para adequar a cidade à era das chamadas mudanças climáticas. Ela prometeu diminuir o número de carros nas ruas e promover um novo modelo de convivência urbana.
Only a very small portion of Paris approved making 500 streets car-free. A mere 37,000 of Paris' 1.4 million voters (2.6%) voted to close 500 streets to car traffic, per nutty Paris Mayor Anne Hidalgo's anti-car agenda. That's how leftist "democracy" works.… pic.twitter.com/TSGcksfqXQ
— Steve Milloy (@JunkScience) March 25, 2025
Entusiasta da ideia de “cidade de 15 minutos”, ela começou seu projeto com a transformação das margens do rio Sena em uma zona exclusiva para pedestres. Apesar das resistências iniciais, essas áreas são agora utilizadas por ciclistas, corredores e festeiros.
No centro histórico no entorno do Museu do Louvre, foi criada uma zona de tráfego restrito, acessível apenas a moradores, prestadores de serviços, táxis e ônibus.
Para tornar Paris “mais verde”, Hidalgo também estabeleceu uma velocidade máxima de 30 km/h em toda a cidade, removeu vagas de estacionamento e implantou 84 quilômetros de ciclovias desde 2020. Até 2026, a prefeita quer que a cidade seja completamente adaptada para bicicletas.
Um estudo feito pelo Institut Paris Région, publicado em abril passado, aponta que os carros são usados apenas em 4,3% dos deslocamentos dentro da cidade e ficam atrás da bicicleta (11,2%). A maior parte dos trajetos, segundo o estudo, é feita a pé (53,5%) ou por transporte público (30%).

Além disso, Hidalgo reduziu o limite de velocidade para 50 km/h no Boulevard Périphérique, o anel rodoviário que circunda a capital da França.
Apesar das recentes mudanças, a cidade ainda está atrás de outras capitais europeias em termos de “infraestrutura verde”. A categorização mede a quantidade de jardins privados, parques, ruas ladeadas por árvores, cursos e corpos d’água e pântanos.
Enquanto essas áreas representam 26% do território de Paris, a média nas capitais europeias é de 41%, de acordo com a agência ambiental da União Europeia.
Cada ação desse tipo destrói alguns empregos. Parabéns aos envolvidos.
Esqueceram de citar as ratazanas que hoje moram aleguremente na cidade e as áreas onde impera a sharia e nem a polícia francesa consegue entrar. Quatro por cento apenas dos eleitores da cidade decidiram, porque os demais 96% não se deram ao trabalho de opinar. Essa prefeita de Paris deve detestar a cidade para governá-la de acordo com os ditames de uma agenda globalista baseada nas “mudanças climáticas”.
N’importe quoi! Anne Hidalgo é a pior prefeita que a cidade de Paris já teve. Felizmente o longo e penível mandato dela já está acabando.