A Revista Oeste destacou, em sua Edição número 261, a farra promovida pelo PT na hidrelétrica de Itaipu. A usina binacional tornou-se um feudo do partido, porque suas contas não são fiscalizadas por ninguém: escapam da lupa do Tribunal de Contas da União (TCU) pela dupla paternidade, em decisão chancelada em 2020, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
É por isso que o PT tem o hábito de instalar, por exemplo, o tesoureiro da sigla no conselho de administração. Foi assim com João Vaccari Neto, preso pelos “pixulecos” (propina) na Lava Jato, e agora com Gleide Andrade. No conselho estão ainda os ministros Fernando Haddad, Rui Costa, Alexandre Silveira, Esther Dweck e Mauro Vieira (o chanceler tem assento fixo). O diretor se chama Enio Verri, ex-deputado do PT.
Embora a Aneel informe que Itaipu não dê prejuízo, o déficit no ano passado foi de R$ 330 milhões. Por quê? A explicação parte de uma série de convênios, patrocínios e afins para eventos, assinados pela diretoria sob a rubrica “Outros” — um montante de R$ 9 bilhões. Desde a volta do PT ao poder, uma série de reportagens joga luz em superfaturamentos e suspeitas de desvios de recursos. Como ninguém investiga, além da imprensa, seguem como “suspeitas”.

A semana começa com duas informações graves: a primeira é que Lula barrou a criação de um comitê binacional para passar um pente-fino nas contas. O PT tem medo do quê? A segunda é que a Abin (agência de inteligência) foi usada para espionar o país-sócio, Paraguai, segundo o portal UOL. Trata-se de invasão hacker, é crime. Diz a reportagem: “A ação invadiu computadores para obter informações sigilosas relacionadas à negociação de tarifas da usina hidrelétrica de Itaipu”.
Itaipu é caso de CPI, e também de polícia.
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