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Início Curiosidades Históricas

Pegadas de tigres-da-tasmânia com 120.000 anos são encontradas em dunas petrificadas na costa sul da Austrália

Laila Por Laila
07 abril 2026 21:15
Em Curiosidades Históricas
Pegadas de tigres-da-tasmânia com 120.000 anos são encontradas em dunas petrificadas na costa sul da Austrália

Registros fósseis em dunas petrificadas revelam a presença ancestral do maior marsupial carnívoro

O desaparecimento dos tigres-da-tasmânia ainda gera fascínio e busca incessante por respostas na biologia moderna. Uma descoberta geológica na costa sul da Austrália acaba de revelar como esses predadores dominavam a paisagem australiana milênios antes de sua extinção, por meio de pegadas preservadas em dunas de areia petrificadas há 120.000 anos.

Como os paleontólogos encontraram as pegadas dos tigres-da-tasmânia?

A equipe liderada pelo paleontólogo Aaron Camens, da Universidade de Adelaide, localizou as marcas em dunas de areia petrificadas conhecidas como Formação Bridgewater, um arquivo fóssil a céu aberto na costa sul da Austrália. Segundo a ABC News, a expedição focou na região de Coffin Bay, na Península de Eyre, onde o sedimento oceânico se solidificou em arenito ao longo dos milênios.

O sucesso da missão contou com a contribuição indispensável de Ross Allen, guarda-parque aposentado que mapeou esses sítios por mais de vinte anos consecutivos.

Uma nova descoberta geológica extraordinária acaba de revelar como esses predadores dominavam a paisagem australiana milênios antes da sua extinção oficial

Leia também: A água pode ter sido uma das principais ferramentas para a construção das pirâmides do Egito há 4.500 anos

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Como os cientistas identificaram que as pegadas pertencem aos tigres-da-tasmânia?

Diferenciar marcas milenares exige um olhar altamente treinado, pois a erosão contínua disfarça facilmente os contornos originais da pedra. As impressões dos tigres-da-tasmânia possuem formato perfeitamente circular e indicam a anatomia de um animal com patas de morfologia canina.

A cronologia resolveu o mistério: como a chegada do dingo ao continente australiano ocorreu há apenas quatro milênios, o único grande predador com essa anatomia capaz de pisar na areia molhada há mais de 100 mil anos era o lendário Thylacinus cynocephalus.

Os geneticistas avançados já recuperaram praticamente a totalidade do DNA do animal, utilizando esses mapas fósseis primordiais para planejar futuras reintroduções responsáveis na natureza selvagem

Quais outras espécies extintas deixaram pegadas na mesma região?

As camadas de arenito da Península de Eyre documentaram pegadas de diversas outras criaturas que dividiam o mesmo território litorâneo durante o Pleistoceno. O local funcionava como um verdadeiro corredor de biodiversidade no período glacial:

  • Diabos-da-tasmânia: pequenos marsupiais necrófagos que ainda sobrevivem ilhados na Tasmânia
  • Cangurus gigantes: enormes herbívoros da era pré-histórica que já estão totalmente extintos
  • Diprotodon: catalogado como o maior mamífero marsupial que já caminhou sobre a Terra

O que a biologia revela sobre a extinção dos tigres-da-tasmânia?

Apesar do nome remeter aos felinos asiáticos, os tigres-da-tasmânia eram o maior marsupial carnívoro do planeta, com aparência física de um cão de porte médio. Sua anatomia exibia listras escuras marcantes nas costas, uma cauda muito rígida e a bolsa abdominal típica da sua classe reprodutiva.

A espécie desapareceu do continente principal devido à intensa caça humana e à enorme competição por alimentos. O último exemplar registrado oficialmente pereceu em 1936 no Zoológico de Hobart, na Tasmânia, encerrando uma linhagem genética com milhões de anos de história.

Apesar do nome popular remeter aos ferozes felinos asiáticos, esse animal era catalogado como o maior marsupial carnívoro do planeta e possuía a aparência física de um cão de porte médio

As dunas petrificadas provam que a geologia guarda mais respostas do que imaginamos

Encontrar pegadas preservadas após 120.000 anos prova a resiliência assombrosa dos registros geológicos do planeta. O trabalho minucioso de Aaron Camens e sua equipe transforma grãos de areia solidificados em janelas nítidas para um passado que a ciência ainda está aprendendo a ler.

Preservar a costa litorânea australiana garante que as futuras gerações de pesquisadores continuem desvendando os segredos do ecossistema global. E enquanto o avanço da biotecnologia avança lado a lado com a paleontologia, a tristeza da extinção dos tigres-da-tasmânia começa a ganhar contornos de uma esperança científica real.

Tags: arqueologiaCuriosidadeshistória

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