Na embalagem do óleo do motor aparecem números como 5W-30 ou 10W-40, e muitos motoristas passam anos sem entender o que eles significam. Essa combinação de letras e números carrega informações essenciais sobre como o lubrificante se comporta tanto na partida fria quanto com o motor em pleno funcionamento.
O que o “W” na embalagem do óleo do motor realmente significa?
A letra “W” é a abreviação de winter, que significa inverno em inglês. Ela funciona como um divisor entre duas informações distintas impressas na embalagem do óleo: o número antes do “W” descreve o comportamento do lubrificante na partida com o motor ainda frio, enquanto o número depois do “W” descreve o comportamento quando o motor já está aquecido.
Segundo a classificação SAE (Society of Automotive Engineers), essa numeração dupla é o padrão internacional adotado pela indústria automotiva para comunicar a viscosidade do lubrificante nas duas condições críticas de operação do motor.

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O número da direita: o que ele revela sobre a proteção a quente?
O número depois do “W” indica a viscosidade do óleo quando o motor está trabalhando na temperatura normal de operação, em torno de 100 °C. Quanto maior esse número, mais espessa é a película de lubrificante que recobre as peças internas durante o funcionamento.
Um óleo 5W-40, por exemplo, forma uma camada mais grossa em alta temperatura do que um 5W-30. Essa diferença é relevante em motores mais antigos, em veículos submetidos a uso intenso ou em regiões com climas muito quentes, onde a proteção extra das peças internas faz diferença direta na durabilidade do motor.

Como comparar dois óleos e escolher o certo para o seu motor?
A leitura prática da embalagem fica mais clara quando comparamos dois dos lubrificantes mais comuns no mercado brasileiro. A tabela abaixo mostra o comportamento de cada um nas duas condições de operação:
| Óleo | Comportamento a frio (antes do W) | Comportamento a quente (depois do W) |
|---|---|---|
| 5W-30 | Muito fluido na partida fria | Película mais fina em temperatura de trabalho |
| 10W-40 | Menos fluido na partida fria | Película mais espessa em temperatura de trabalho |
O 5W-30 é mais indicado para motores modernos e focados em eficiência, enquanto o 10W-40 é comum em motores com maior desgaste ou que exigem proteção extra sob calor intenso.
Quais são os tipos de óleo disponíveis no mercado?
Além da viscosidade, o tipo de composição do óleo influencia diretamente na proteção e nos intervalos de troca recomendados. Para aprofundar a escolha correta para o seu veículo, selecionamos o conteúdo do canal Instante Volante, com 385 mil inscritos. No vídeo a seguir, Rafa Filgueiras explica de forma prática como identificar e escolher o lubrificante correto para o motor do carro:
Os três tipos principais encontrados nas prateleiras são:
- Óleo mineral: o mais antigo e básico, indicado apenas para motores muito velhos que já operam com folgas maiores entre as peças.
- Óleo semissintético: mistura de mineral e sintético, comum em motores de uso moderado e veículos com alguns anos de uso.
- Óleo sintético: desenvolvido em laboratório, oferece maior proteção, limpeza interna e intervalos de troca mais longos, sendo o mais recomendado para motores modernos.
O que acontece quando você usa o óleo errado no motor do carro?
Usar um óleo com viscosidade fora da especificação do fabricante pode prejudicar a lubrificação e acelerar o desgaste das peças internas. Um lubrificante muito fino em um motor antigo não forma a película protetora adequada, enquanto um muito espesso em um motor moderno dificulta a circulação e aumenta o consumo de combustível.
A recomendação correta sempre constará no manual do veículo ou na tampa do motor. Seguir esse número é a forma mais simples e eficaz de manter o motor saudável por mais tempo, sem depender de suposições ou indicações genéricas.









