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Início Ciência

O eclipse solar mais longo da história aconteceu: ele não se repetirá por 157 anos

Gessika Cristiny Santos de Oliveira Por Gessika Cristiny Santos de Oliveira
09 abril 2026 22:05
Em Ciência
O eclipse solar mais longo da história aconteceu: ele não se repetirá por 157 anos

Eclipse solar total de 2026 exige proteção ocular certificada para observação segura

O próximo eclipse solar total mais longo do século já tem data marcada e vem despertando atenção de pesquisadores e curiosos em todo o mundo. O fenômeno está previsto para 12 de agosto de 2026 e será um dos eventos astronômicos mais aguardados das próximas décadas. Em determinadas regiões do planeta, o dia vai escurecer por alguns minutos em pleno fim de tarde, criando um cenário raro e cientificamente valioso. Em vários locais ao longo do caminho da totalidade, o eclipse acontecerá muito próximo ao pôr do sol, com o Sol baixo no horizonte, o que pode tanto favorecer paisagens espetaculares quanto dificultar a visibilidade direta devido a obstáculos no terreno, neblina ou maior espessura da atmosfera.

O que é um eclipse solar total?

O eclipse solar total acontece quando a Lua se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol, alinhando se de forma a encobrir totalmente o disco solar para quem está em uma determinada faixa do planeta. Nesse intervalo, a luz do Sol é bloqueada, o céu escurece e é possível observar fenômenos que normalmente ficam ofuscados pelo brilho intenso da estrela.

Para visualizar como esse ‘jogo de luz e sombra’ funciona na prática e entender por que a Lua consegue encobrir o Sol mesmo sendo muito menor, o canal @Toda Matéria preparou uma explicação detalhada. No vídeo a seguir, você confere as condições geométricas exatas para o alinhamento e as diferenças entre os eclipses totais, parciais e anulares:

Por que o eclipse solar total de 2026 gera tanta expectativa?

Este evento se define como um eclipse solar total, destacando-se por reunir características que atraem tanto especialistas quanto curiosos. Além de ser mais longo que a média atual, o fato de o fenômeno coincidir com o entardecer em várias localidades garante um cenário de imagens marcantes.

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Em muitas regiões, a baixa altura do Sol no céu significa que o disco solar estará próximo ao horizonte no momento da totalidade ou do máximo do eclipse. Isso pode exigir que os observadores escolham cuidadosamente locais com horizonte desobstruído na direção oeste ou noroeste, evitando prédios, árvores, montanhas e outros obstáculos. Quanto mais baixo o Sol estiver, maior será o caminho percorrido pela luz através da atmosfera, o que pode aumentar névoa, poluição e distorções visuais.

Leia também: Durante dez dias, uma maravilha celeste visível a olho nu aparecerá perto do Sol

Como ver o eclipse solar total de forma segura?

A observação de um eclipse solar exige cuidados específicos para evitar danos à visão. Mesmo quando o Sol está parcialmente encoberto, a radiação continua intensa o suficiente para causar lesões graves na retina e provocar retinopatia solar, que pode comprometer a visão de forma permanente.

Para acompanhar o fenômeno com segurança, é recomendável seguir algumas orientações básicas, que ajudam tanto iniciantes quanto observadores experientes a se protegerem melhor:

  • Usar óculos de observação certificados que atendam à norma ISO 12312 2, bloqueando quase toda radiação ultravioleta e infravermelha.
  • Evitar improvisos como óculos escuros comuns, placas de raio X, vidros escurecidos ou filmes fotográficos, que não oferecem proteção adequada.
  • Recorrer a métodos indiretos, como projetores de orifício e câmeras escuras, para acompanhar o avanço da sombra da Lua sem olhar diretamente para o Sol.
  • Proteger equipamentos usando filtros próprios na entrada de luz de telescópios, binóculos e câmeras, para evitar danos ao equipamento e aos olhos.
O eclipse solar mais longo da história aconteceu: ele não se repetirá por 157 anos
Use apenas filtros certificados para observar eclipses com segurança.

Quais regiões serão favorecidas e como se preparar?

A faixa de visibilidade completa será relativamente estreita, atravessando áreas específicas do hemisfério norte. Em Portugal, quase todo o território verá apenas um eclipse parcial. Apenas uma faixa extremamente estreita no extremo nordeste, em pontos como Guadramil e Rio de Onor, deverá experimentar a totalidade por frações de segundo, o que torna a escuridão completa muito breve.

Para quem pretende viajar até o caminho da totalidade em 12 de agosto de 2026, vale seguir algumas medidas práticas que aumentam as chances de aproveitar o fenômeno com qualidade:

  • Verificar com antecedência mapas de visibilidade preparados por instituições astronômicas e pela NASA.
  • Acompanhar previsões meteorológicas, já que nuvens podem impedir a visão do eclipse em poucos minutos.
  • Chegar ao local escolhido com boa antecedência, evitando deslocamentos durante o evento.
  • Escolher pontos com horizonte desobstruído na direção em que o Sol se põe, reduzindo o risco de o astro ficar encoberto.

Leia também: Um novo método para buscar vida extraterrestre: não quais moléculas existem, mas sim quão difícil é produzi-las

Quando será o eclipse solar total de 2026 e quanto tempo vai durar?

De acordo com previsões da NASA e de observatórios solares internacionais, a data oficial do evento é 12 de agosto de 2026, o que confirma a relevância deste eclipse na agenda astronômica mundial. No ponto de maior duração, sobre o oceano Atlântico próximo à costa oeste da Islândia, a fase de totalidade deverá alcançar aproximadamente 2 minutos e 18 segundos, colocando este eclipse entre os mais longos do século XXI.

Em outras regiões ao longo do caminho da totalidade, o tempo de escuridão varia de poucos segundos a pouco mais de dois minutos, sempre em pleno fim de tarde. Com preparação adequada e atenção às recomendações de segurança, esse eclipse solar total tende a se tornar um marco na memória de quem o observar e uma fonte de dados importante para o estudo do Sol nas próximas décadas.

Tags: CiênciaEclipse SolarNASA

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