A 215 km da capital mato-grossense, Rondonópolis escoa cerca de 80 mil toneladas de soja por dia e responde pela segunda maior economia de Mato Grosso. A cidade reúne 27 quedas d’água, um casario histórico dos anos 1930 e o maior terminal ferroviário de grãos da América Latina.
Capital Nacional do Agronegócio e do Bitrem
O título oficial vem do entroncamento entre as BR-163 e BR-364, que cortam o município. Segundo a Prefeitura de Rondonópolis, a cidade lidera o ranking de exportações do estado e é reconhecida nacionalmente pelo desempenho agropecuário.
O Terminal de Rondonópolis (TRO), operado pela Rumo Logística, tem capacidade anual de 40 milhões de toneladas e recebe até 2 mil caminhões por dia no auge da safra. Dali partem trens de 120 vagões com cerca de 11,5 mil toneladas de grãos rumo ao Porto de Santos. A multinacional chinesa COFCO anunciou em abril investimento de mais de R$ 2 bilhões para transformar a unidade local no maior complexo de esmagamento de soja do país.

A 2ª maior economia de Mato Grosso
O PIB municipal chegou a R$ 16,568 bilhões em 2023, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados pela Prefeitura de Rondonópolis. O PIB per capita da cidade foi de R$ 67.650,08 no mesmo ano.
A cidade ocupa a 9ª posição entre as maiores economias do Centro-Oeste, atrás de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Cuiabá, Rio Verde, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Dourados. O setor industrial soma indústrias de alimentos, fertilizantes, têxteis e cervejarias, segundo a Universidade de Cuiabá citada pela prefeitura.

Vale a pena viver em Rondonópolis?
Vale a pena para quem busca uma cidade com economia aquecida, custo de vida menor que o de capitais e oferta constante de trabalho ligada ao agronegócio. A taxa de desemprego se mantém historicamente baixa e bairros como Jardim Guanabara, Vila Aurora e Centro oferecem ruas arborizadas, comércio diversificado e infraestrutura completa.
A presença da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), emancipada da UFMT em 2018, consolidou o município como referência educacional do sul mato-grossense. A cidade está entre as cinco melhores de Mato Grosso para morar segundo levantamento da Universidade de Cuiabá citado pela prefeitura, com expectativa de vida média de 74 anos. O ponto fraco aparece no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025, em que Mato Grosso ficou na 15ª posição entre os estados, com nenhum município entre os 20 melhores do país.
Leia também: Essa cidade é um dos sonhos de muitos turistas brasileiros graças à sua cultura europeia
O que fazer entre cachoeiras e o casario centenário?
Há roteiros para todos os perfis: o turismo natural se concentra em complexos de cachoeiras a menos de uma hora do centro, e o cultural se distribui entre praças, museus e o casario histórico. As principais atrações turísticas:
- Complexo Turístico do Carimã: 55 km do centro, com 9 cachoeiras no entorno do Parque Estadual Dom Osório Stoffel. Oferece pousadas, área de camping e restaurantes.
- Parque das Águas: na Avenida Dom Wunibaldo, à beira do Rio Vermelho, tem entrada gratuita, pista de skate e quadra de vôlei de praia.
- Casario: complexo arquitetônico com 24 casas de adobe e alvenaria estilo anos 40, segundo a Prefeitura de Rondonópolis. A primeira casa data de 1930.
- Parque Ecológico João Basso: conhecido como Cidade de Pedra, com 3.624 hectares de formações rochosas e inscrições rupestres pré-coloniais.
- Horto Florestal Isabel Dias Goulart: bosque municipal no centro com macacos, jabutis, pista de cooper e parque infantil.
- Museu Municipal Rosa Bororo: instalado em uma das edificações mais antigas da cidade, com acervo sobre o Marechal Rondon e a história local.
Quem quer descobrir o que fazer em Rondonópolis, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Família com Aventuras – Talita, Pascoal e Liz, que conta com mais de 19 mil visualizações, onde Talita e Pascoal mostram o Complexo Turístico Carimã e a incrível Janela de Pedra no Mato Grosso:
Quando o clima ajuda cada tipo de passeio?
A melhor época para visitar é o inverno, entre maio e setembro, quando a estiagem garante céu aberto e cachoeiras com volume controlado. O verão concentra as chuvas e o calor mais intenso, com máximas frequentes acima dos 35°C.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Por que conhecer essa cidade do Cerrado
Rondonópolis é o retrato raro de uma cidade que cresceu pelo agronegócio sem abrir mão das paisagens do Cerrado. Entre o casario dos anos 1930, o terminal ferroviário mais movimentado da América Latina e as 27 cachoeiras espalhadas pela região, a cidade revela um sudeste mato-grossense fora dos roteiros tradicionais.
Você precisa atravessar a BR-364 e descobrir Rondonópolis, a cidade onde a soja convive com cachoeiras escondidas e formações rochosas pré-históricas a menos de uma hora do centro.








