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Início Curiosidades

Um novo estudo derruba o mito de que os carros elétricos são mais perigosos para pedestres do que os carros a combustão

Laila Por Laila
30 abril 2026 13:35
Em Curiosidades
Estudo comprova que carros elétricos silenciosos não aumentam o risco de atropelamentos

Estudo comprova que carros elétricos silenciosos não aumentam o risco de atropelamentos

Você já se assustou com um veículo que passou quase sem fazer barulho? Um novo estudo da Universidade de Leeds revelou que os carros elétricos não são os vilões silenciosos que parecem. Após analisar mais de 32 bilhões de quilômetros percorridos, os cientistas descobriram que o risco de atropelamento é o mesmo dos carros a combustão.

Por que o silêncio dos carros elétricos não causa mais acidentes?

A pesquisa liderada pelo professor Zia Wadud na Universidade de Leeds tranquiliza quem transita a pé pelas metrópoles modernas. O material recolhido revela que os modelos movidos apenas a bateria possuem praticamente o mesmo índice de segurança viária que os veículos tradicionais movidos a combustível fóssil.

O trabalho acadêmico mergulhou fundo nos registros britânicos oficiais. Os especialistas focaram exclusivamente em acidentes ocorridos no Reino Unido, contabilizados após o ano de 2019.

Esse recorte temporal específico garantiu justiça na comparação acadêmica. A partir daquela data, novas regras europeias obrigaram as montadoras a adicionar emissores de som artificial nas baterias em baixas velocidades, com o objetivo claro de alertar pedestres desatentos nas calçadas.

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No entanto, os carros elétricos provaram na ciência que o medo de atropelamentos constantes por conta da ausência de barulho no motor não passa de um mito urbano

Leia também: Aquele ponto azul na lanterna das motos tem origem nos Estados Unidos, conquistou as ruas do Brasil e esbarra numa proibição que poucos conhecem

Qual é a taxa real de atropelamentos documentados na Europa?

Para garantir precisão matemática, a equipe acadêmica utilizou o robusto banco de dados de segurança STATS19 mantido pelas autoridades da Grã-Bretanha. O método calculou as ocorrências exatas por bilhão de milhas percorridas, o que eliminou a distorção gerada pelo grande volume de carros velhos nas ruas.

Os resultados finais apontam que a motorização silenciosa passa longe de ser a grande ameaça para quem anda a pé. A equivalência matemática fica nítida ao observar os números catalogados nas delegacias europeias:

  • Taxa de 57,82 colisões por bilhão de milhas para os modelos alimentados exclusivamente por energia elétrica.
  • Taxa de 58,88 incidentes na mesma distância rodada para os veículos equipados com antigos motores a combustão interna.

O peso extra nos carros elétricos exige rodovias mais fortes

A preocupação dos especialistas em tráfego muda de foco quando o assunto deixa de ser o atropelamento urbano leve e passa para a física das grandes colisões de estrada. O aumento considerável de peso no chassi dos veículos afeta diretamente a eficiência dos freios em rodovias de alta velocidade.

Para detalhar esse desafio estrutural na engenharia, selecionamos o conteúdo do canal tecnológico Olhar Digital, que conta com mais de 947 mil inscritos no YouTube. No vídeo a seguir, o especialista da UFRJ analisa visualmente por que a infraestrutura urbana precisará se adaptar ao peso massivo desses veículos no asfalto:

Por que os veículos híbridos superam os carros elétricos em colisões?

A grande surpresa do levantamento estatístico recai sobre os automóveis que misturam ambos os tipos de motores no mesmo capô. Os modelos híbridos registraram uma incômoda taxa de 120,14 vítimas por bilhão de milhas, um volume que representa mais do que o dobro dos concorrentes puros na mesma contagem.

Essa anomalia de trânsito não está relacionada a falhas nos freios ou defeitos de fábrica, mas sim ao perfil de quem dirige essas máquinas. O relatório britânico explica que esse segmento domina amplamente o mercado de táxis e veículos de aplicativo nas grandes capitais financeiras.

Como esses motoristas profissionais rodam exaustivamente em áreas urbanas extremamente adensadas, o risco de esbarrar em pedestres é naturalmente multiplicado pelas horas de trabalho. Felizmente, as lesões causadas por esses trabalhadores costumam ser consideravelmente menos severas, pois ocorrem em velocidades baixas de manobra.

Como a dimensão da carroceria dos carros elétricos agrava as lesões

O detalhe crucial que define a gravidade de um acidente não é o tipo de energia consumida pelo motor, mas as dimensões do metal na dianteira. Veículos com carroceria do tipo SUV grandes aumentam consideravelmente a probabilidade de traumas severos após um choque frontal nas vias públicas.

A nova pesquisa corrige uma falha metodológica e aponta os verdadeiros culpados pelos machucados graves:

  • A massa total elevada dificulta a parada imediata do carro no asfalto molhado.
  • A altura exagerada do capô atinge órgãos vitais do pedestre no momento exato do impacto inicial.
  • O formato robusto exige mais espaço viário útil, espremendo quem caminha nas bordas da pista.

A nova direção para a segurança nas metrópoles do futuro

O pânico inicial em relação aos motores que não fazem barulho perde todo o seu argumento quando os dados estatísticos balizam a discussão pública. A ciência provou que as prefeituras e governos precisam mudar rapidamente o foco da matriz energética para o controle das dimensões estruturais das frotas modernas.

Construir calçadas realmente seguras nos próximos anos exigirá regulamentar com rigidez o peso e a altura dos para-choques lançados no mercado automobilístico. Limitar a fabricação excessiva de utilitários gigantes entrega muito mais proteção para a sociedade civil do que qualquer caixa de som instalada em uma bateria de ponta.

Tags: carrosCuriosidadesmotos

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