Sem resultado
Veja todos os resultados
Pesquisar
Oeste Geral
Entrar Assine
  • A Oeste
    • Por que Oeste
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Fale conosco
    • Rádio
  • Colunistas
    • J. R. Guzzo
    • Augusto Nunes
    • Alexandre Garcia
    • Ana Paula Henkel
    • Rodrigo Constantino
    • Guilherme Fiuza
    • Evaristo de Miranda
    • Flávio Gordon
    • Dagomir Marquezi
    • Deonísio da Silva
    • Ubiratan Jorge Iorio
    • Roberto Motta
    • Adalberto Piotto
    • Flavio Morgenstern
    • Salim Mattar
    • Frank Furedi
    • Jeffrey A. Tucker
    • Theodore Dalrymple
    • Spiked
      • Andrew Doyle
      • Brendan O’Neill
      • Sean Collins
      • Shaun Cammack
      • Tim Black
      • Tom Slater
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Brasil
  • Mundo
  • No Ponto
  • Vídeos
    • Oeste Sem Filtro
    • Faroeste à Brasileira
    • Jornal da Oeste
    • Oeste Negócios
    • Estúdio Oeste
    • A Força do Agro
    • Outra Coisa
    • As Liberais
    • OesteCast
  • Edições Oeste
Sem resultado
Veja todos os resultados
Pesquisar
Oeste Geral
Entrar Assine
Oeste Geral
Entrar
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Animais de Estimação

Museu do Alasca guarda “ossos de mamute” por 70 anos antes de descobrir serem de outro animal

Laila Por Laila
05 maio 2026 07:55
Em Animais de Estimação
Vértebra fossilizada em gaveta antiga do museu

Vértebra fossilizada em gaveta antiga do museu

Durante décadas, dois fósseis guardados em um museu pareciam contar uma história sobre ossos de mamute no interior do Alasca. Mas a idade dos fragmentos não fechava com o que se sabe sobre esses animais, e a análise de DNA antigo acabou revelando uma origem bem diferente.

Como os ossos de mamute ficaram 70 anos com a etiqueta errada?

A história começa nos anos 1950, quando o naturalista Otto Geist coletou materiais em diferentes regiões do Alasca e os entregou ao museu. No mesmo dia em que os fósseis da região de Dome Creek, no interior do estado, foram processados, Geist também entregou materiais coletados na costa de Norton Bay.

A hipótese mais aceita pelos pesquisadores é simples: os ossos de baleia foram misturados acidentalmente aos fósseis do interior e receberam a etiqueta errada. Durante sete décadas, ninguém questionou a classificação, e os fragmentos permaneceram catalogados como vértebras de mamute lanoso sem qualquer reanálise.

Mamute lanoso avançando pela tundra gelada

Leia também: Uma nova espécie de ave foi descoberta no Japão depois de passar milhões de anos escondida à vista de todos

Leia Também

Eles analisam a superfície da Terra e descobrem uma enorme rede subterrânea com 110 trilhões de quilômetros de extensão

Eles analisam a superfície da Terra e descobrem uma enorme rede subterrânea com 110 trilhões de quilômetros de extensão

17/06/2026
A erupção misteriosa de 1345 que esfriou o Mediterrâneo, derrubou colheitas e pode ter aberto caminho para a Peste Negra

O vulcão desconhecido que aparece em marcas de gelo e pode ter acelerado uma das maiores crises da Idade Média

15/06/2026
Ilustração de Platão em cenário da Grécia Antiga, segurando um pergaminho ao lado da frase “A maior vitória é a vitória sobre si mesmo”.

Platão, fundador da primeira academia da história, afirmou: “a maior vitória é a vitória sobre si mesmo”

14/06/2026
Escavação revela diferentes formas de sepultamento usadas ao longo de séculos

Escavação revela diferentes formas de sepultamento usadas ao longo de séculos

10/06/2026

O que despertou a suspeita sobre a identidade dos fósseis de mamute?

A reviravolta começou em 2022, quando o programa Adopt-a-Mammoth iniciou uma datação sistemática por radiocarbono dos fósseis da coleção do museu. Segundo o Phys.org, os resultados situaram os ossos entre 1.854 e 2.731 anos atrás, um intervalo impossível para um mamute lanoso.

A ciência considera que os mamutes lanosos se extinguiram no continente há cerca de 13.000 anos. Uma data de menos de 3.000 anos era, portanto, um sinal claro de que algo estava errado com a identificação original. A equipe liderada pelo pesquisador Matthew Wooller, da Universidade do Alasca Fairbanks, partiu então para investigações mais profundas.

Quais análises confirmaram que os ossos eram de baleia e não de mamute?

A investigação seguiu três etapas sucessivas, cada uma eliminando uma possibilidade e apontando para a mesma conclusão:

  • Datação por radiocarbono: situou os ossos entre 1.854 e 2.731 anos atrás, incompatível com qualquer registro de mamute lanoso no continente americano
  • Análise isotópica: os níveis de nitrogênio e carbono presentes nos ossos eram típicos de organismos marinhos, totalmente incompatíveis com um herbívoro terrestre como o mamute
  • Sequenciamento de DNA antigo: confirmou definitivamente a identidade dos fragmentos como vértebras de uma baleia-minke comum e de uma baleia-franca do Pacífico Norte

O estudo foi publicado no Journal of Quaternary Science, com os resultados completos das três análises e as hipóteses levantadas pela equipe sobre como os ossos chegaram ao interior do estado.

Baleia emergindo nas águas frias do Alasca

Como ossos de baleia foram parar a 400 quilômetros da costa do Alasca?

Com a identidade corrigida, surgiu uma nova questão igualmente intrigante: o que fazia vértebras de animais marinhos tão longe do oceano? Os pesquisadores levantaram quatro hipóteses para explicar o mistério:

  • Erro de catalogação no museu: a explicação mais aceita, dado que Geist entregou materiais costeiros e do interior no mesmo dia, tornando a mistura acidental altamente plausível
  • Comércio indígena antigo: comunidades nativas do Alasca tinham rotas comerciais extensas e poderiam ter transportado ossos de baleia para o interior como matéria-prima ou item de valor
  • Carniçagem de longa distância: animais terrestres poderiam ter carregado fragmentos ósseos de baleias encalhadas por distâncias consideráveis ao longo de gerações
  • Migração fluvial: a hipótese menos provável sugere que as baleias teriam nadado rio acima pelo Yukon e pelo Tanana, improvável especialmente para a baleia-franca, que se alimenta de plâncton inexistente em rios

O que a descoberta revela sobre os acervos e as ferramentas científicas modernas?

O caso não reescreve a data de extinção dos mamutes, mas levanta uma questão importante sobre como museus ao redor do mundo lidam com coleções antigas. Classificações feitas antes das ferramentas moleculares modernas dependiam exclusivamente da morfologia dos ossos, o que tornava erros como esse não apenas possíveis, mas esperados.

“O DNA nos disse serem baleias, e nem sequer da mesma espécie”, resumiu Matthew Wooller. O que o programa Adopt-a-Mammoth iniciou em 2022 como uma revisão rotineira acabou revelando que décadas de catalogação podem conter surpresas, e que as ferramentas disponíveis hoje conseguem corrigir o que olhos treinados, mas despreparados, não conseguiram ver.

Tags: históriaNaturezavida animal

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas notícias

Enterrado por 180 milhões de anos, o colossal “dragão marinho” de mais de dez metros quebrou o silêncio da pré-história

Enterrado por 180 milhões de anos, o colossal “dragão marinho” de mais de dez metros quebrou o silêncio da pré-história

18/06/2026
O vulcão Taftan acordou? Montanha de 3.940 metros no Irã subiu 9 centímetros e preocupa cientistas

O vulcão adormecido há 700 mil anos que teve o solo elevado por uma pressão subterrânea detectada do espaço

18/06/2026
A poderosa mensagem de Schopenhauer sobre aquilo que não podemos controlar e o que depende de nós: “O destino embaralha as cartas, mas nós jogamos”

A poderosa mensagem de Schopenhauer sobre aquilo que não podemos controlar e o que depende de nós: “O destino embaralha as cartas, mas nós jogamos”

18/06/2026
Cientistas descobriram uma cratera de 2,2 bilhões de anos que desafia teorias sobre o passado da Terra

Cientistas descobriram uma cratera de 2,2 bilhões de anos que desafia teorias sobre o passado da Terra

18/06/2026
James Webb revela um “fóssil cósmico” que sobreviveu ao nascimento da Via Láctea há 12,5 milhões de anos

James Webb revela um “fóssil cósmico” que sobreviveu ao nascimento da Via Láctea há 12,5 milhões de anos

18/06/2026

A primeira plataforma de conteúdo cem por cento comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado. Jornalismo de excelência, focado no que é relevante, com clareza e objetividade.

  • INSTITUCIONAL
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Anuncie conosco
    • Fale conosco
    • Política de privacidade e termos de uso
  • EDITORIAS
    • Colunistas
    • Política
    • Economia
    • Brasil
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Agronegócio
  • FAQ
    • Crie uma conta
    • Assine a revista

Copyright © 2024 Revista Oeste. Todos os direitos reservados. CNPJ 19.608.677/0001-35

Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine
  • A Oeste
    • Por que Oeste
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Fale conosco
    • Rádio
  • Colunistas
    • J. R. Guzzo
    • Augusto Nunes
    • Alexandre Garcia
    • Ana Paula Henkel
    • Rodrigo Constantino
    • Guilherme Fiuza
    • Evaristo de Miranda
    • Flávio Gordon
    • Dagomir Marquezi
    • Deonísio da Silva
    • Ubiratan Jorge Iorio
    • Roberto Motta
    • Adalberto Piotto
    • Flavio Morgenstern
    • Salim Mattar
    • Frank Furedi
    • Jeffrey A. Tucker
    • Theodore Dalrymple
    • Spiked
      • Andrew Doyle
      • Brendan O’Neill
      • Sean Collins
      • Shaun Cammack
      • Tim Black
      • Tom Slater
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Brasil
  • Mundo
  • No Ponto
  • Vídeos
    • Oeste Sem Filtro
    • Faroeste à Brasileira
    • Jornal da Oeste
    • Oeste Negócios
    • Estúdio Oeste
    • A Força do Agro
    • Outra Coisa
    • As Liberais
    • OesteCast
  • Edições Oeste

Copyright © 2024 Revista Oeste. Todos os direitos reservados. CNPJ 19.608.677/0001-35