Najash rionegrina é o nome da antiga serpente que está chamando a atenção da comunidade científica após a descoberta de um fóssil impressionante na Argentina. O animal viveu há cerca de 100 milhões de anos e ajuda os pesquisadores a entenderem como ocorreu a evolução das cobras modernas. O estudo revelou que essas serpentes primitivas ainda possuíam pernas traseiras e características ósseas muito diferentes das encontradas atualmente, trazendo novas respostas sobre a transformação gradual desses répteis ao longo do tempo.
O que é a Najash rionegrina?
A Najash rionegrina é uma espécie extinta de serpente descoberta na região da Patagônia, na Argentina. O fóssil ficou conhecido por preservar estruturas raras, incluindo membros posteriores ainda desenvolvidos, algo extremamente incomum em serpentes.
Os cientistas acreditam que essa espécie representa uma fase de transição importante na evolução dos répteis. O animal possuía corpo alongado, mas ainda mantinha características herdadas de ancestrais com patas, mostrando que a perda dos membros aconteceu de maneira lenta.

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Como os cientistas descobriram que as cobras tinham pernas?
Os pesquisadores utilizaram técnicas modernas de microtomografia computadorizada, permitindo analisar o interior do fóssil sem causar danos. A tecnologia revelou detalhes escondidos dentro da rocha, incluindo ossos das pernas e partes do crânio.
Antes de apresentar os resultados finais, os especialistas destacaram alguns elementos que tornaram essa descoberta tão importante para a ciência:
- Membros posteriores preservados, confirmando que serpentes antigas ainda possuíam pernas.
- Estruturas cranianas completas, ausentes nas cobras modernas.
- Canais nervosos visíveis, ajudando no estudo da anatomia do animal.
- Reconstruções em 3D, que permitiram visualizar detalhes internos do fóssil.
Por que o fóssil da Najash rionegrina é tão importante?
O fóssil é considerado um dos mais relevantes já encontrados sobre a origem das serpentes. Durante muitos anos, os cientistas acreditavam que as primeiras cobras eram pequenas e viviam apenas em ambientes subterrâneos, mas a descoberta mudou essa visão.
As análises do estudo de 2019 publicado na Science Advances, mostram que esses animais podiam possuir corpos maiores e bocas largas. Além disso, o estudo revelou a presença do osso jugal, conhecido como osso da bochecha, estrutura praticamente ausente nas serpentes atuais.
Os pesquisadores também identificaram informações importantes sobre a evolução das cobras primitivas:
- A perda das pernas ocorreu gradualmente, e não de forma repentina.
- Diferentes espécies seguiram caminhos evolutivos variados.
- As primeiras serpentes eram mais complexas do que os cientistas imaginavam.
- O crânio passou por mudanças lentas até alcançar a flexibilidade observada hoje.

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Como essa descoberta muda o entendimento sobre a evolução das serpentes?
A descoberta da Najash rionegrina mostra que a evolução das serpentes foi muito mais diversa do que as teorias antigas sugeriam. Em vez de uma transformação simples, os fósseis indicam que diferentes espécies coexistiram com características variadas durante milhões de anos.
Os pesquisadores acreditam que novos estudos podem revelar ainda mais detalhes sobre os ancestrais das cobras modernas. A combinação entre fósseis bem preservados e tecnologias avançadas está permitindo reconstruir etapas da evolução que permaneceram desconhecidas por décadas.








