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Início Ciência

Perdido por mais de 70 anos, sítio arqueológico revela 31 pegadas de dinossauros preservadas por 120 milhões de anos

Gessika Cristiny Santos de Oliveira Por Gessika Cristiny Santos de Oliveira
02 junho 2026 22:05
Em Ciência
Perdido por mais de 70 anos, sítio arqueológico revela 31 pegadas de dinossauros preservadas por 120 milhões de anos

Sítio arqueológico mongol redescoberto revela valiosas pegadas fossilizadas de dinossauros do Cretáceo Inferior

Um impressionante conjunto de pegadas de dinossauros preservadas por cerca de 120 milhões de anos foi redescoberto no norte da Mongólia após permanecer desaparecido da observação científica por mais de sete décadas. O sítio arqueológico de Saizhurakh revelou 31 marcas fossilizadas deixadas por enormes saurópodes e terópodes, oferecendo novas informações sobre a vida no período Cretáceo Inferior. A descoberta ajuda os pesquisadores a compreender melhor a distribuição desses animais em uma região que ainda guarda muitos mistérios sobre o passado pré-histórico da Ásia.

Como um sítio arqueológico desaparecido foi encontrado novamente?

O local havia sido mencionado pela primeira vez em um relatório científico publicado em 1950. No entanto, a posição exata do sítio nunca foi registrada com precisão, o que dificultou sua localização durante décadas.

Uma equipe formada por cientistas da Mongólia e do Japão conseguiu reencontrar a área após uma expedição detalhada e com a ajuda de moradores locais. O trabalho permitiu identificar novamente os icnofósseis e iniciar uma nova fase de estudos sobre a região.

Perdido por mais de 70 anos, sítio arqueológico revela 31 pegadas de dinossauros preservadas por 120 milhões de anos
Cientistas mongóis e japoneses reencontraram um sítio fossilífero perdido desde 1950 com a ajuda de moradores locais.

Leia também: Cientistas encontraram um predador de 70 milhões de anos que talvez caçasse como uma garça moderna

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O que as pegadas de dinossauros revelam sobre esse antigo ecossistema?

As marcas encontradas mostram que diferentes espécies compartilhavam o mesmo ambiente há milhões de anos. Os pesquisadores acreditam que a área correspondia ao leito de um lago que passava por períodos de seca e cheia, criando condições ideais para preservar os rastros.

Entre os principais achados identificados pelos cientistas estão:

  • 31 pegadas fossilizadas registradas em uma única superfície rochosa.
  • Saurópodes gigantes com mais de 15 metros de comprimento.
  • Terópodes carnívoros que podiam alcançar quase 9 metros.
  • Indícios de que diferentes espécies passaram pelo local em um curto intervalo de tempo.

Por que havia tantos grandes predadores na mesma área?

A presença de cinco rastros atribuídos a grandes terópodes chamou a atenção dos especialistas. Inicialmente, poderia parecer uma evidência de caça em grupo, mas a análise das pegadas aponta para outra explicação.

Os pesquisadores observaram características importantes que ajudam a entender o comportamento desses animais:

  • As direções dos rastros são diferentes e aparentemente aleatórias.
  • Não existem sinais claros de movimentação coordenada.
  • Os predadores podem ter chegado ao local em momentos distintos.
  • Uma fonte abundante de alimento pode ter atraído vários indivíduos para a mesma região.
Perdido por mais de 70 anos, sítio arqueológico revela 31 pegadas de dinossauros preservadas por 120 milhões de anos
A análise das pegadas indica que os cinco terópodes agiram individualmente atraídos por alimento, descartando a hipótese de caça em grupo.

Leia também: Um pássaro de 121 milhões de anos possuía penas tão exageradas que cientistas acreditam que serviam apenas para impressionar parceiros

Qual é a importância da descoberta dessas pegadas de dinossauros para a paleontologia?

A Mongólia é conhecida mundialmente por seus fósseis do Cretáceo Superior, mas os registros do Cretáceo Inferior ainda são relativamente raros. Por isso, a redescoberta de Saizhurakh representa uma oportunidade valiosa para ampliar o conhecimento sobre períodos mais antigos da evolução dos dinossauros.

O estudo publicado na revista científica Ichnos indica que esse pode ser o sítio icnológico mais antigo conhecido no nordeste da Ásia. Além das pegadas já catalogadas, os pesquisadores encontraram camadas sedimentares próximas com potencial para preservar ossos e dentes fossilizados. Novas escavações poderão revelar espécies ainda desconhecidas e fornecer informações importantes sobre os habitats que existiam na região há mais de 120 milhões de anos, tornando essa descoberta uma das mais relevantes dos últimos anos para o estudo dos dinossauros.

Tags: CuriosidadesDinossaurosfósseispaleontologia

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