Sem resultado
Veja todos os resultados
Pesquisar
Oeste Geral
Entrar Assine
  • A Oeste
    • Por que Oeste
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Fale conosco
    • Rádio
  • Colunistas
    • J. R. Guzzo
    • Augusto Nunes
    • Alexandre Garcia
    • Ana Paula Henkel
    • Rodrigo Constantino
    • Guilherme Fiuza
    • Evaristo de Miranda
    • Flávio Gordon
    • Dagomir Marquezi
    • Deonísio da Silva
    • Ubiratan Jorge Iorio
    • Roberto Motta
    • Adalberto Piotto
    • Flavio Morgenstern
    • Salim Mattar
    • Frank Furedi
    • Jeffrey A. Tucker
    • Theodore Dalrymple
    • Spiked
      • Andrew Doyle
      • Brendan O’Neill
      • Sean Collins
      • Shaun Cammack
      • Tim Black
      • Tom Slater
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Brasil
  • Mundo
  • No Ponto
  • Vídeos
    • Oeste Sem Filtro
    • Faroeste à Brasileira
    • Jornal da Oeste
    • Oeste Negócios
    • Estúdio Oeste
    • A Força do Agro
    • Outra Coisa
    • As Liberais
    • OesteCast
  • Edições Oeste
Sem resultado
Veja todos os resultados
Pesquisar
Oeste Geral
Entrar Assine
Oeste Geral
Entrar
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Ciência

A tempestade no Pacífico que levantou ondas de quase 20 metros e fez a energia atravessar 24 mil quilômetros de oceano

Laila Por Laila
03 junho 2026 14:45
Em Ciência
Ondas gigantes da tempestade Eddie se erguem no Pacífico Norte

Ondas gigantes da tempestade Eddie se erguem no Pacífico Norte

A tempestade no Pacífico mostrou que o mar aberto pode guardar forças invisíveis para quem observa da costa. Durante a tempestade Eddie, satélites mediram ondas de quase 20 metros e rastrearam uma ressaca capaz de cruzar bacias oceânicas inteiras.

Como os satélites mediram a tempestade no Pacífico?

Segundo a Agência Espacial Europeia, satélites da ESA e da missão SWOT registraram, em 21 de dezembro de 2024, ondas com altura significativa de 19,7 ± 0,3 metros no Pacífico Norte.

Esse valor se aproxima da altura de um prédio de seis andares e marcou o maior registro por satélite desde o início das observações altimétricas, em 1991. O dado colocou Eddie entre os eventos oceânicos mais relevantes das últimas décadas.

Satélite mede ondas extremas no Pacífico Norte durante Eddie

Leia também: O único lugar no mundo onde a água flui para três oceanos

Leia Também

A maior cachoeira do mundo despenca no fundo do mar e movimenta 5 milhões de metros cúbicos de água por segundo

A cachoeira invisível de 3.500 metros no mar entre Islândia e Groenlândia que movimenta água suficiente para mexer o Atlântico

05/06/2026
Por que a água do mar é salgada se os rios que levam minerais até o oceano continuam parecendo doces?

O motivo antigo que deixou a água do mar salgada e transformou o oceano em um grande arquivo de minerais em uma história que se repete há bilhões de anos

05/06/2026
Cientistas mapeiam o maior recife de coral de águas frias do mundo e descobrem um novo gigante na Patagônia argentina

O recife escondido em águas frias que cresce como uma floresta submarina onde a luz do sol não chega

05/06/2026
Cientistas encontram rastros de lula gigante e 226 espécies ocultas em cânions submarinos da Austrália Ocidental

Os cânions submarinos da Austrália onde a água revelou mais de 200 espécies de animais e sinais de lula gigante a quase 5 mil metros de profundidade

04/06/2026

O que significa uma onda de quase 20 metros?

A chamada altura significativa não corresponde necessariamente à maior onda isolada vista no local. Ela representa uma medida estatística próxima da média do terço mais alto das ondas, usada para descrever a energia real do mar em uma área afetada pela tempestade.

No caso de Eddie, o período de onda ficou em torno de 20 segundos. Isso indica ondulações longas, pesadas e perigosas para embarcações, plataformas e estruturas expostas em alto-mar.

Três dados ajudam a entender por que esse registro chamou tanta atenção:

  • 19,7 metros de altura, equivalente a um edifício de aproximadamente seis andares.
  • 20 segundos de período, sinal de ondas longas e com grande capacidade de propagação.
  • Medição orbital, capaz de registrar áreas remotas sem depender de navios ou boias próximas.
Ilustração mostra altura significativa entre as maiores ondas do mar

Como a energia saiu do Pacífico e chegou ao Atlântico?

A equipe liderada pelo oceanógrafo Fabrice Ardhuin, do Laboratório de Oceanografia Física e Espacial, combinou medições do SWOT com outros satélites altimétricos e com a base CCI Sea State, que reúne dados desde 1991.

A análise mostrou que a ressaca gerada por Eddie percorreu cerca de 24 mil quilômetros. As ondas partiram do Pacífico Norte, cruzaram a Passagem de Drake e avançaram até o Atlântico tropical, mesmo depois de a tempestade perder força.

Mapa mostra ressaca de Eddie viajando do Pacífico ao Atlântico

Por que os modelos oceânicos precisaram ser revistos?

De acordo com o estudo publicado na PNAS, modelos empíricos anteriores superestimavam em até 20 vezes a energia de componentes de onda muito longas, sobretudo aquelas com períodos um pouco superiores ao padrão dominante da tempestade.

Isso muda a interpretação sobre quais ondas realmente carregam mais força para longe do centro da tempestade. As ondas dominantes concentraram o risco principal, enquanto ondulações muito longas viajaram grandes distâncias, mas com menos energia do que se calculava.

Por que ondas extremas afetam o litoral?

Uma tempestade distante não termina no ponto onde nasceu. Quando a energia chega a águas rasas, ela se transforma em rebentações capazes de remodelar praias, pressionar portos, danificar calçadões e testar diques costeiros.

Para cidades litorâneas, saber se uma tempestade produziu ondas de 16, 20 ou 22 metros muda decisões de engenharia. Essa diferença pesa no projeto de navios, plataformas petrolíferas, parques eólicos offshore e estruturas de proteção costeira.

Na prática, medições mais precisas ajudam em três frentes:

  • Previsão de ressacas, com alertas mais confiáveis para áreas costeiras.
  • Segurança marítima, especialmente para rotas de navios e operações offshore.
  • Planejamento costeiro, com estruturas dimensionadas para eventos extremos mais realistas.

O que a tempestade no Pacífico muda na observação do oceano?

Os dados de 2023 e 2024 ainda se encaixam na variabilidade observada nas últimas três décadas, sem evidência clara de tendência nas ondas mais extremas. Mesmo assim, a possível influência climática segue como uma pergunta aberta para séries históricas mais longas.

A tempestade Eddie mostrou que satélites conseguem transformar eventos distantes em informação prática para o litoral. Ao medir ondas no Pacífico e acompanhar sua propagação global, a ciência reduz incertezas sobre ressacas que começam longe, mas podem terminar redesenhando praias e estruturas costeiras.

Tags: oceanooceanostempestades

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas notícias

Stonehenge: Pesquisadores australianos resolvem grande mistério de Stonehenge

Stonehenge: Pesquisadores australianos resolvem grande mistério de Stonehenge

05/06/2026
O técnico de ar condicionado explica por que não é recomendável ajustar o ar condicionado para 26 graus

O técnico de ar condicionado explica por que não é recomendável ajustar o ar condicionado para 26 graus

05/06/2026
Por que algumas pessoas estão despejando gelo no vaso sanitário toda semana?

Por que algumas pessoas estão despejando gelo no vaso sanitário toda semana?

05/06/2026
A chuva recorde que fez um antigo lago surgir no Vale da Morte e transformar a Bacia de Badwater em espelho

O lago fantasma que reapareceu no lugar mais seco dos Estados Unidos depois de uma chuva acima da média anual

05/06/2026
Diga adeus ao calor: o truque alemão para refrescar o quarto com apenas uma garrafa PET

Segundo a psicologia, quem mantém a casa organizada mesmo nos dias mais cansativos pode revelar estes sinais silenciosos de personalidade

05/06/2026

A primeira plataforma de conteúdo cem por cento comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado. Jornalismo de excelência, focado no que é relevante, com clareza e objetividade.

  • INSTITUCIONAL
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Anuncie conosco
    • Fale conosco
    • Política de privacidade e termos de uso
  • EDITORIAS
    • Colunistas
    • Política
    • Economia
    • Brasil
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Agronegócio
  • FAQ
    • Crie uma conta
    • Assine a revista

Copyright © 2024 Revista Oeste. Todos os direitos reservados. CNPJ 19.608.677/0001-35

Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine
  • A Oeste
    • Por que Oeste
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Fale conosco
    • Rádio
  • Colunistas
    • J. R. Guzzo
    • Augusto Nunes
    • Alexandre Garcia
    • Ana Paula Henkel
    • Rodrigo Constantino
    • Guilherme Fiuza
    • Evaristo de Miranda
    • Flávio Gordon
    • Dagomir Marquezi
    • Deonísio da Silva
    • Ubiratan Jorge Iorio
    • Roberto Motta
    • Adalberto Piotto
    • Flavio Morgenstern
    • Salim Mattar
    • Frank Furedi
    • Jeffrey A. Tucker
    • Theodore Dalrymple
    • Spiked
      • Andrew Doyle
      • Brendan O’Neill
      • Sean Collins
      • Shaun Cammack
      • Tim Black
      • Tom Slater
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Brasil
  • Mundo
  • No Ponto
  • Vídeos
    • Oeste Sem Filtro
    • Faroeste à Brasileira
    • Jornal da Oeste
    • Oeste Negócios
    • Estúdio Oeste
    • A Força do Agro
    • Outra Coisa
    • As Liberais
    • OesteCast
  • Edições Oeste

Copyright © 2024 Revista Oeste. Todos os direitos reservados. CNPJ 19.608.677/0001-35